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17 de Janeiro de 2014 - 07:00

Por JORGE SANGLARD Jornalista e pesquisador

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O ano de 2014 já começou quente, literalmente, com cinco assassinatos na primeira semana. Infelizmente, a cidade contabilizou 139 mortes violentas entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2013, uma média de 11 assassinatos a cada mês. Em levantamento diário realizado pela Tribuna, tendo como base as ocorrências policiais, revelou-se uma estatística 40% superior ao número de assassinatos ocorridos em 2012, quando aconteceram 99 mortes violentas, sendo que, em 2011, ocorreram 52 homicídios.

A grande maioria dessas mortes violentas ocorreu por disparo de arma de fogo, e a cidade assistiu, atônita, desde os últimos meses de 2012, a denúncias na imprensa de que armas de fogo provenientes da campanha do desarmamento na região teriam sido desviadas de local onde estavam sob guarda. Além disso, o aumento do número de usuários de crack e de outras drogas e a intensificação das brigas de galeras nos bairros e no Centro da cidade são exemplos de situações que precisam ser enfrentadas de frente.

Do total de 139 vítimas em 2013 em Juiz de Fora, 116 eram homens, sendo que 65 desses eram jovens de até 25 anos, 22 eram adolescentes, e somente 13 eram mulheres, na faixa etária entre 26 e 48 anos de idade. A Zona Norte em 2013 foi a região apontada, mais uma vez, como a mais violenta, contabilizando 46 mortes violentas, seguida da região Sudeste, com 39 homicídios. A região Leste ficou na terceira posição, com 25 assassinatos. Assim, é preciso haver uma ação imediata e eficaz para fazer com que esses trágicos números de mortes violentas caiam drasticamente na cidade em 2014.

Desde março de 2013, a partir da realização do Seminário sobre a Violência Urbana em Juiz de Fora, que debateu com amplos setores da comunidade o que deveria ser feito, a cidade buscou articulações entre a Câmara Municipal, a Prefeitura, a Subseção Juiz de Fora da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais, a Universidade Federal de Juiz de Fora e o Instituto Vianna Júnior. No final de 2013, a UFJF decidiu abrigar junto ao Centro de Pesquisas Sociais (CPS) o Laboratório de Estudos da Violência em Juiz de Fora, e as entidades em questão, junto com representantes da Polícia Civil e da Polícia Militar, estão empenhadas na elaboração de um Plano Municipal de Enfrentamento da Violência, a ser lançado em 2014 pela Prefeitura.

O que se espera é que Juiz de Fora possa efetivamente enfrentar em 2014 o desafio de diminuir o crescente número de mortes violentas e de tentativas de homicídios e voltar a ser uma cidade segura e de paz. Com a palavra, e as ações, as autoridades responsáveis e as entidades que encararam contribuir para que Juiz de Fora retome sua vocação de cidade pacífica.

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