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31 de Maio de 2014 - 06:00

Por IRIÊ SALOMÃO DE CAMPOS Comunidade espírita "A Casa do Caminho"

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Nestes meses e dias que antecedem o maior evento esportivo do planeta, é assim que muitos se referem à Copa do Mundo, uma imensa e crescente parte da população vai às ruas gritar por direitos há muito desrespeitados. Em outro sentido, estão os defensores da Administração Pública, e, em terceiro plano, encontramos os observadores, uma enorme quantidade de pessoas contrárias a este e àquele, mas que não se definem, apenas se dedicam a divulgar os escândalos que diariamente pululam em noticiário nacional.

Certo é que não devemos nos calar frente à desordem e aos desmandos. Cidadãos e cristãos que somos, temos dever patriótico de nos inserir na luta em favor do progresso nacional. Progresso é lei divina, portanto, universal. Nacionalismo, nacionalidade e patriotismo são expressões infelizmente em desuso, porém, por mais antiquado que possa parecer tal sentimento, é irreal pensar-se ser possível alcançar a felicidade em um país mergulhado na desordem. Porque nenhuma ideologia partidária é maior que o nosso país.

Ser politicamente cristão é ficar atento aos atos, gestos e palavras, através dos quais nos comunicamos e convivemos no dia a dia. É cuidar-se para que a garganta não seja um sepulcro aberto, como ensina Paulo, o Apóstolo (Romanos, 3:13). Nesta imagem, um tanto forte, o sábio apóstolo Paulo de Tarso se refere aos que se afastam da Estrada Real do Evangelho para os desvios escabrosos do personalismo delinquente na tentativa de instaurar o império do orgulho, da vaidade, na certeza egoística de que a satisfação pessoal vale o sofrimento de muitos e as tristezas de tantos.

Não são exatamente malfeitores ou criminosos sanguinolentos, são pessoas comuns e até afáveis, mas que, em seu íntimo, sintonizam e enxergam apenas defeitos, os pontos frágeis nas personalidades dos amigos, vizinhos e demais pessoas. Agem assim por ignorância das leis de Deus, movidos por uma obsessiva vingança, vivem tecendo comentários, fazendo exposições detalhadas sobre as atitudes alheias, excluindo qualquer resquício de bondade e fragmento de amor que estejam momentaneamente ofuscados nos corações aflitos pelas circunstâncias vividas.

Ampliando o leque, encontramos aqueles muitos que esperam o amor alheio a fim de amar, os que desejam a paz na terra sem acalmar seu íntimo, sonhadores quase infantis, vivem feito o garimpeiro, desesperado na busca da pepita milionária, não vê a si mesmo afundado na lama e esquecendo os companheiros que estão à sua volta e igualmente sofrendo entre o barro e o diamante nunca encontrado.

No cristianismo redivivo da Doutrina Espírita, aprendemos a nos esforçar pelo erguimento de todos, entendendo ser cada um de nós o galho e fruto da robusta e eterna árvore do bem, plantada por Jesus no solo rico da fértil fraternidade humana, que todos os dias de todas as épocas nos conclama a amar, perdoar e servir em nome do Cristo.

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