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01 de Maio de 2014 - 06:00

Por SAGRADO LAMIR DAVID

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Estou cansado de conversar com juiz-foranos, muitos deles bem-formados, cultural e profissionalmente, que, quando o assunto é Juiz de Fora, antes de qualquer análise, vêm com o conhecido e repetido desdém, representado pela frase: aqui não corre dinheiro! Ora... Observem as ruas e avenidas, parques e periferias, e confessem, sinceramente, se, de fato, em cada dez cidadãos, e cidadãs, que passam, nove não são sempre desconhecidos! Façam a experiência na rua mais frequentada da cidade, a Halfeld, e observem se não é verdade! Fora os frequentadores habituais, sempre em minoria, há uma avalanche de pedestres, com ares, passos e agilidade de pessoas que caminham para o trabalho, de manhã, e à tarde, mostrando o crescimento urbano, quase espantoso, enquanto o ritmo de construções de casas e edifícios habitacionais, de negócios bancários - alguns de nível corporativo! - e a instalação de grandes estabelecimentos de modernas ofertas eletrônicas fazem-me lembrar da conversa que tive, em mesa de bar, com um espantado gestor de negócios, de BH, que veio à cidade para instalar uma filial de uma matriz da capital mineira e se perdeu na quantidade de ruas e galerias que congestionam nosso comércio!

Ao mesmo tempo - mas que burrice provincianista! -, para uma cidade que ainda é Atenas - vejam as inúmeras universidades, colégios e faculdades-, que mantém a prestação de serviços à saúde - refiro-me ao setor privado, à altura das capitais, cuja segurança (em perigo!), observa que a Polícia Militar já se esparge pelas ruas, avenidas e periferias, na tentativa de manter a fama de cidade grande e segura -, o que me faz partir para outro assunto correlato: já observaram a maneira perversa e burra com que tratam um dos melhores e mais estratégicos aeroportos do país?

Sim! Refiro-me a esse grandioso Aeroporto Internacional Presidente Itamar Franco, que fica entre Goianá e Rio Novo, mas foi feito para prestar serviços, não só às inúmeras cidades dessa tradicional zona mineira, à espera de uma logística de transportes que permita, não só a entrada, mas, especialmente, a saída de refinados produtos ainda estrangulados por não chegar a consumidores de todo o país, e mesmo do exterior! É hora de aparelhá-lo com tudo de mais moderno, pois, eu, que, honrosamente, por indicação do saudoso amigo presidente Itamar Franco, tive participação direta na comissão de elaboração do projeto, inclusive levando o dinâmico e competente arquiteto Rogério Mascarenhas para somar pontos com o também competente arquiteto Abreu, e escolhemos o melhor e mais estratégico local para um grande aeroporto: a região onde o problema de teto, que paralisa, quase metade do ano, a maioria dos grandes aeroportos nacionais, tornando o nosso maravilhoso aeroporto, "primus inter pares", visto que, apenas no início de junho, nos dez primeiros dias, até as oito horas da manhã, fica com problemas de teto!

A estrada que o liga à BR-040 não demora a ser concluída. Isto o torna o melhor grande aeroporto, perto dos outros grandes, e próximos, BH, RJ, SP e Vitória, habilitado a receber o tráfego impedido neles, em numerosos dias de cada ano! E, repito, o aeroporto está em Goianá, mas não é de Goianá, que dele também usufrui, mas é de toda a Zona da Mata, e, orgulhosamente, de Juiz de Fora, a sua capital, e cidade daquele que o construiu e lhe deu o nome: meu saudoso e ilustre amigo presidente Itamar Franco, que não demora a receber justa e nobre homenagem com a inauguração de seu memorial!

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