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08 de Julho de 2014 - 06:00

Por CELSO PEREIRA LARA - FUNCIONÁRIO PÚBLICO APOSENTADO

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Se as arenas construídas para a Copa 2014 ficarão como legado ao povo brasileiro, segundo afirmações da presidente, então, para ela, um "presente de grego" também deve ser muito bom. Realmente, o Brasil vai de mal a pior, em todos os sentidos. Um país à deriva, ao sabor de qualquer vento, entregue à própria sorte. Mas como isso pode ter acontecido? Evidente que a causa principal é que os últimos eleitos governaram somente para o seu partido, favorecendo diretamente os seus propósitos. Olharam apenas para si, esquecendo-se de cumprir a agenda tão prometida e tão esperada. Nada, nada foi concluído nesse longo período, a não ser mostrar o grande empenho em controlar o Estado bem ao estilo bolivariano.

Por incrível que pareça, o viaduto desabado em BH, que deveria ter sido uma obra de mobilidade urbana, a ser concluída na Copa, e um legado ao povo brasileiro, transformou-se em uma tragédia e acabou virando um monte de entulho que não serve para nada. Muito dinheiro público jogado no lixo.

Os governantes apoiaram-se na demagogia de formar uma gigantesca base aliada para governar, entretanto, em nome da governabilidade, as intenções eram totalmente diferentes: serviam para dominar sorrateiramente todas as esferas do Governo e assim perpetuarem-se no poder. Um Governo que conseguiu comprometer a democracia e a instituição Presidência da República. Nada mais que isso.

O respeito do poder central com a nação e com os seus cidadãos é de tal ordem que só faz aumentar o descrédito nos políticos. Uma realidade que dói a todos, profundamente. O Governo central acabou, sem ao menos ter existido! A anarquia tomou conta de tudo, deixando a população à beira de um ataque de nervos.

O cidadão perdeu a capacidade de indignar-se com a injustiça e com o errado. São muito poucas as vozes que se levantam e perseveram na divulgação crítica aos descalabros que vêm afetando o país. A necessidade de ampliação ou reverberação dessas vozes é fundamental para mostrar o verdadeiro sentido de contestação de uma população oprimida. Inclusive, o rolo compressor da opressão passa também sobre as cabeças dos jornalistas mais acessados na internet. Perseguições assim fazem parte da agenda de Governo. Da mesma forma que o viaduto não resistiu nem à chegada de sua inauguração, as outras obras da mesma empreiteira também estão sob suspeitas. Sem falar no "Minha casa, minha vida", que são construções precárias, de pouca duração, pois são muitas as reclamações a esse respeito. De concreto, mesmo, só as promessas!

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