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25 de Maio de 2014 - 06:00

Por JOSÉ ELOY DOS SANTOS CARDOSO Economista e jornalista

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Pela imprensa, venho insistindo na necessidade de maior trabalho político para que o Aeroporto Internacional Itamar Franco seja imediatamente liberado pelas autoridades federais para iniciar suas operações cargueiras. Vou dar só um exemplo. Pouso Alegre, no Sul de Minas, já obteve da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) autorização e homologação do local onde será construído o aeroporto internacional que operará principalmente com cargas aéreas. Bastou essa homologação para a Prefeitura local começar a receber inúmeros pedidos de localização industrial, como foi o caso da Multifarma Comercial Ltda., sediada em Belo Horizonte, que construirá no município uma indústria farmacêutica e um centro de distribuição e comercialização de produtos hospitalares.

A Multifarma fabricará ali os anticoagulantes Heparina e Enoxaparina. Para isso, importará da França todo o insumo necessário através do futuro aeroporto internacional, que também fará o desembaraço alfandegário. Daí, será fundamental que o aeroporto funcione não só sob o ponto de vista da logístic mas também porque terá uma alfândega para realizar os desembaraços. O grupo prevê um faturamento de R$ 15 milhões no primeiro ano de atuação (a partir do primeiro semestre de 2016).

Em Pouso Alegre, começou a funcionar a Unilever no final de 2013, que, ao lado da Cremer, que iniciou sua produção em fevereiro deste ano, produz também produtos voltados para a área farmacêutica. Quando a Multifarma começar a funcionar, as três estarão gerando 2.500 empregos e impostos significativos. Outros investidores, que já tinham contato com a Prefeitura municipal, estavam apenas esperando a construção do aeroporto internacional de cargas para iniciarem as negociações de terrenos para construir suas empresas naquele importante município no Sul de Minas Gerais. O desembaraço alfandegário no próprio aeroporto internacional será fundamental.

Esses pequenos exemplos de como o trabalho e a ação política são importantes nos dizem que, infelizmente, o que está sobrando no Triângulo Mineiro e no Sul de Minas falta para a Zona da Mata, que está esquecida. O trabalho e a ação das outras cidades de porte médio são de fazer inveja a quem vive na Zona da Mata.

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