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12 de Abril de 2014 - 07:00

Por EQUIPE IGREJA EM MARCHA Grupo de leigos católicos

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Nas celebrações da Semana Santa, o Papa Francisco lavará os pés de 12 pessoas com necessidades especiais e idosos da Fundação Don Carlo Gnocchi - Centro Santa Maria della Providenza, em Roma, na próxima Quinta-feira Santa. Em sua mensagem, por ocasião do início da Quaresma, o Papa Francisco citou uma frase de São Paulo: "Conheceis bem a bondade de nosso senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza" (2 Cor 8, 9). E continua: "O apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, o que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?".

Lembra o Papa que essas palavras falam sobre o estilo de Deus. "Deus não se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: 'sendo rico, se fez pobre por vós'. Cristo, o filho eterno de Deus, igual ao pai em poder e glória, fez-se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-se de cada um de nós; despojou-se, 'esvaziou-se', para se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2, 7; Heb 4, 15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-se e sacrificar-se pelas suas amadas criaturas".

Citando trechos da Encíclica Gaudium et Spes, o Papa destaca que "a caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez conosco. Na realidade, Jesus "trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado".

A finalidade de Jesus se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas - como diz São Paulo - "para vos enriquecer com a sua pobreza". "Que o tempo de Quaresma possa encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói".

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