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12 de Julho de 2014 - 06:00

Por IRIÊ SALOMÃO DE CAMPOS Comunidade Espírita "A Casa do Caminho"

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Nos idos de 1800, um fazendeiro fracassado, aproveitando o crescimento da região em que morava, acabou por tornar-se construtor. Entre uma empreitada e outra, percebeu que a cidade tinha um grande obstáculo para continuar a crescer: ela era cortada pelo Rio East. Assentado em uma das margens, recebeu de seu patrão o desafio de construir uma ponte. A distância, ventos e correntezas faziam da empreitada algo impossível, mas em 1883 estava pronta a grande ponte que liga o Brooklyn a Manhattan. Havia um problema: ninguém tinha coragem de passar sobre ela, o medo de que a ponte ruísse impedia a travessia. John, o construtor, mandou buscar no zoológico um elefante e, conduzindo pessoalmente o paquiderme, provou que o percurso era seguro. A ponte do Brooklyn contribuiu decisivamente para que Nova York se tornasse uma das cidades mais famosas do mundo, e John, o fazendeiro falido, tornou-se um homem respeitado.

Todos nós temos nossos obstáculos e rios a serem atravessados, somos "Johns" carregando frustrações, fracassos e medos. Diferençamo-nos uns dos outros pela determinação. Às vezes, fraquejamos rapidamente, desistindo da luta antes do término, e não conseguimos unir as margens, nos detendo do lado de cá, pensando como seria bom estar do lado de lá por ao menos um instante. Assim, seguimos cultivando frustrações dos sonhos não realizados e chegamos mesmo a questionar a existência de Deus e por que Ele de nós se esqueceu.

É de suma importância não transportar para Deus o que é de nossa exclusiva responsabilidade. Deus é nosso Pai e, como tal, nos criou para conquistarmos a felicidade. E ser feliz é nosso destino; se ainda não o somos, é por teimosia. Teimamos no egoísmo, insistimos nas materialidades da vida.

Lembremos que Deus nos guia sempre, nos dando orientação por toda a nossa vida, ensinamentos trazidos a nós por Jesus, o Cristo de Deus. Mas é necessário e urgente que estejamos sintonizados, receptivos para ouvir sua voz, aprendendo a enfrentar todas as circunstâncias que nos cercam com a força e o equilíbrio divinos, de modo a não ofender a quem nos quer bem e não prejudicar a quem não nos é simpático.

Assim procedendo, conquistamos a coragem e energia necessárias para vencermos as barreiras e os problemas que nos incomodam e desafiam, unindo força de vontade e progresso, transpondo os rios das dificuldades com a ponte da alegria cristã e do amor ao próximo.

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