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12 de Junho de 2014 - 06:00

Por ÂNGELA HALFELD CLARK Colaboradora

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Como é uma droga lícita, que tanto destrói as pessoas, sentimos a necessidade de discorrer sobre ela. Acreditamos que se busca, a princípio, a euforia, que seria a alegria em desgoverno, a tal doente felicidade. A proibição fomenta a curiosidade do jovem, que se vê na busca de uma nova vida, em que se formula a sua rebeldia. Os pais de família, no início, procuram um relaxamento após o trabalho, e, quando o alcoolismo se instala, há perda de emprego e a agressividade no lar e em seu derredor.

Sabemos que o alcoolismo se instala com muita frequência e acreditamos que os bebedores sociais também se intoxicam. É uma doença, progressiva, incurável e de terminação fatal. Bem, as teorias estão aí, mas com a experiência de codependentes, relato a visão do cotidiano do lar que tem esse problema. Erramos quando tomamos decisões precipitadas, em consequência de uma atitude de um alcoólatra.

Temos que visualizar a situação com base no bom-senso e buscar tratamento social, médico e psicológico. Temos que considerar que o problema do alcoolismo está no lar, e todos devem se conscientizar disso. Observamos que o alcoolismo vira uma bola de neve, ou seja (só aumenta a bebedeira), muitas vezes, humilhamos os dependentes por considerá-los pessoas fracas e irresponsáveis. Temos que aconchegar nosso lar de muito amor, resignação e, ao mesmo tempo, atitude, para que a família toda não adoeça com a situação. Não podemos deixar de falar sobre o trabalho dos Alcoólicos Anônimos, que tem salvado tantas vidas.

O alcoólatra tem que ser escutado quando sóbrio e manter um diálogo com a família, com franqueza, mas com amor e delicadeza.

Em geral, os alcoólatras acreditam nas suas próprias mentiras e vão se enrolando em um emaranhado, achando que podem beber escondidos até de si mesmos.

Daí a necessidade de psicoterapia e apoio familiar. Parece fácil, mas não é, todos nós sabemos. É luta, mas a vitória em busca da sobriedade vem picotada por recaídas que vão se espaçando, até a recuperação. Vamos embutidos de um propósito de nos ajudar mutuamente. E percebemos que a família cresce espiritualmente com a recuperação do alcoólatra. Temos a intenção que este artigo sirva de alento para outros.

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