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27 de Junho de 2012 - 07:00

Por LUIZ ABRAHÃO SEFAIR - COLABORADOR

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Em sã consciência, a ninguém seria lícito culpar este ou aquele prefeito pelo caos que se observa a olhos nus no trânsito de Juiz de Fora. As obras da Avenida Rio Branco - em fase de conclusão -, dão sinais de que vão ficar à altura de uma cidade quase metrópole como a nossa. As ruas não crescem de tamanho e nem se alargam. A população, ao contrário, cresce assustadoramente em função de uma série de fatores que merecem ser considerados.

Um desses fatores, por certo, está representado pela febre do ensino universitário, que, como sabemos, em face de sua constante e crescente mercantilização, fez proliferarem em nosso meio dezenas de faculdades de ensino superior de nível particular, que atraem um grande contingente de jovens das cidades periféricas. Estes, por sua vez, em muitos casos, arrastam consigo suas respectivas famílias, que passam a residir entre nós. Isso, como é natural, provoca um inchaço demográfico da cidade, que, em função da rapidez com que ocorre, não tem como suportar e nem tampouco criar mecanismos apropriados para oferecer respostas positivas em tempo real nos diversos setores, com destaque especial para os setores do trânsito, da saúde e do emprego, dos quais, como se sabe, depende a segurança de todos nós.

Com o aumento desordenado da população, cresce o setor da construção civil e, no lugar onde reside uma família de quatro a seis pessoas, são construídos prédios de 40 a 80 apartamentos. Ora, além do aumento do número de moradores, temos que reconhecer que, para cada uma dessas novas moradias, vamos ter, em média, no mínimo, dois automóveis que vão passar a ocupar espaço nas ruas da cidade, contribuindo, assim, para o estresse do trânsito e no trânsito.

Ainda existem, porém, soluções viáveis a médio e longo prazos. Para adotá-las, no entanto, precisamos ter executivos conscientes, com os olhos permanentemente voltados para o futuro. Deve-se ousar e fazer o que for necessário para se construir um futuro melhor para a cidade, em favor da comunidade como um todo. A Avenida Brasil, em toda a extensão das suas duas pistas, precisa ser concluída com urgência. É por ela que têm que circular, pelo menos, 60% dos ônibus urbanos, a fim de que seja aliviada a região central da cidade. Fora daí, não há solução plausível para o trânsito em nossa cidade, que caminha para o caos, por culpa de todos nós, e não apenas do Poder Público.

A Avenida Brasil, se totalmente pavimentada nas duas margens do Rio Paraibuna, no trecho compreendido entre os bairros Igrejinha e Vila Ideal, com a construção de pontes e viadutos, é a única alternativa viável, a curto e médio prazos, para evitarmos o caos iminente. Vamos ter que remover o viaduto da Independência e substituí-lo por um outro que passe sobre o Rio Paraibuna e vá desembocar na Avenida Sete de Setembro, onde, necessariamente, terá que ser construído um anel viário para o acesso à outra pista. Mais: a construção de um terminal rodoviário urbano no espaço compreendido entre o prédio da antiga RFFSA e a Rua Benjamin Constant torna-se indispensável, ainda que, para tanto, o Poder Público Municipal tenha que viabilizar recursos junto aos governos federal e estadual para custear as despesas naturais com as necessárias e indispensáveis desapropriações do que necessário e viável for.

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