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01 de Julho de 2014 - 06:00

Por JOSÉ ELOY DOS S. CARDOSO Economista, professor universitário e jornalista

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Colocar emendas nos orçamentos públicos é muito fácil. Os políticos adoram isso para apresentar aos incautos "emendas", não se importando intencionalmente ou não se os recursos para essas despesas existem e se poderão ou não ser liberados. Por exemplo, o Governo federal bloqueou R$ 166 milhões em recursos destinados a cidades mineiras por meio de emendas parlamentares já aprovadas. O principal motivo não são políticos, mas técnicos. As emendas ou eram inviáveis ou se baseavam em absoluta falta de projetos.

Recentemente, a presidente Dilma falou que os recursos destinados a prefeituras não são liberados por falta de dinheiro mas de projetos. De modo geral, as prefeituras não possuem uma equipe técnica capaz de elaborar projetos, e, para fazê-lo, também dependem de contratar técnicos ou empresas mediante licitações. Esta é a regra.

Conhecendo os problemas do aeroporto de Juiz de Fora, publiquei na Tribuna artigo a respeito. A não existência de mais voos ali ocorre não por falta de razões políticas mas por razões técnicas. A Prefeitura de Juiz de Fora não tem dinheiro, sabemos disso, e nem técnicos capazes de, por si só, elaborar um projeto ao Governo federal com objetivo de tornar o Serrinha viável tecnicamente. Recursos não existem, mas inteligências a respeito não podem faltar nunca. Desconhecer o problema é, no mínimo, uma falta de responsabilidade ou vontade de resolver a questão para a qual, mesmo com as limitações climáticas e de topografia, existem soluções.

Ultimamente, temos lido na Tribuna comentários de pessoas totalmente desinformadas. Vontade de ter voos no Serrinha todos têm. No entanto, boas empresas brasileiras, como no caso da TAM, GOL ou Azul, não possuem aparelhos adequados para operar ali. Além disso, ainda existe o problema dos "slots", que não são fáceis de resolver. É preferível usar os espaços para colocar viagens para São Paulo ou Rio de Janeiro. Aviões menores são antieconômicos em todos os sentidos. O planejamento recomenda que, primeiro, deveremos construir um aeroporto de fato, campos de pouso são só aplicáveis a pequenos municípios.

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