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22 de Janeiro de 2014 - 07:00

Por GUILHERME DELLA GARZA RONZANI - SERVIDOR PÚBLICO

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Não se trata de previsões sobre o porvir. Nem mesmo de elencar os fatos que desejamos que aconteçam no ano que se inicia. Significa, sim, propormos a nós mesmos uma mudança individual. No ano que termina, foi marcante e justificada a expressão do povo nas ruas e da imprensa em geral sobre tudo aquilo que angustia, oprime e infelicita no contexto atual. Foi um ano em que se evidenciou a dor, e ela foi gritada por todos. É curiosa a multiplicação em programas televisivos, jornais e novelas, principalmente o destaque da violência e demais mazelas humanas e o tamanho das letras das manchetes e espaço dedicados nos periódicos a estes mesmos assuntos.

E aí vem uma reflexão: onde estão as boas notícias? Cada vez mais as encontramos espremidas nos cantos das páginas internas dos diários e nos horários mais "alternativos" das TVs. Chega-se então a um momento em que se torna necessário emitir uma opinião ousada: o ser humano não piorou, mas suas boas ações não têm sido enaltecidas, nem na mesma medida de suas más ações.

A maior ênfase no que é ruim obviamente tem reflexo direto no comportamento individual. O indivíduo acaba contaminado pelo negativismo geral e passa a enxergar a vida e o homem sob esta feia perspectiva. Haja autoestima para encarar esta "realidade"!

Abram-se os olhos doravante! Sejam percebidas, noticiadas e elogiadas todas as infinitas boas ações humanas! Um jovem que mata alguém fica hoje mais famoso do que aquele que é bem-sucedido nos estudos ou em ações sociais ou esportivas, por exemplo. Onde estão as boas notícias? É crível que não estejam ocorrendo tantas coisas valorosas quanto tudo que se reprova? Não seria justo que tivéssemos o direito ao conhecimento dos fatos virtuosos, dos quais pudéssemos nos orgulhar, e assim aumentar a nossa autoestima e nos sentirmos encorajados para promover mudanças, em nós mesmos e no nosso ambiente?

Para nos tornarmos um país melhor, um estado melhor, uma Juiz de Fora melhor, precisamos saber do que é ruim (e obviamente que seja de interesse geral), sim! Mas precisamos também repercutir, cada um de nós, cotidianamente, a verdade completa, o ruim e o bom, o reprovável e o meritório. Não é necessário inventar. É só olhar ao redor e enxergar a realidade de uma forma mais completa. Que venham as boas notícias em 2014!

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