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21 de Março de 2014 - 06:00

Por FERNANDO MENDES MACEDO - EMPRESÁRIO

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O Brasil é, inegavelmente, o país do calote, governamental e particular. Essa história vem desde o tempo do Império, mas, lembrando nossos tempos, tivemos calotes de vários planos econômicos, como, por exemplo: Collor, Bresser, Cruzado, Precatórios (assim chamado pelo ilustre ministro do STF, Ayres Brito, por ocasião de seu voto na ADI 4.357.)

Agora, estamos diante de um Governo cuja ideologia oscila ao sabor dos ventos. Avalizando, ultrajando, tapeando, iludindo a boa índole do povo, o qual deveria ser, pelo menos, respeitado. É esse mesmo Governo que assina com Cuba, um país cuja política não respeita os direitos do cidadão, o contrato de um programa chamado ideologicamente de "Mais médicos". Atropela, assim, a própria CLT brasileira, que diz claramente: "cargos iguais, salários iguais".

Devo dizer que, pessoalmente, não sou contra o programa, mas contra a maneira dissimulada, oculta, escravagista e antirrepublicana como foi feito. Dos 9.548 profissionais estrangeiros chamados, 7.400 são oriundos de Cuba, para onde o Brasil transfere mensalmente R$ 51.800.000, ou seja R$ 621.600.000 por ano, e isso após a médica cubana Ramona Rodrigues botar a boca no trombone. Os irmãos Castro agradecem.

Lamento que poucos jovens, o futuro do Brasil, não se indignem por verem colegas de profissão sendo chamados a executar o mesmo trabalho ganhando 1/3 da remuneração. A diferença, ressalto, ficando à disposição do país de origem. Além disso, férias só em Cuba, parentes (mulher, filhos, etc.) lá permanecem, viagem a outro país, impossível. Sinceramente, é de fazer a nossa Princesa Isabel revirar no túmulo. E, agora, fica a pergunta final: se aprendemos que o exemplo vem de cima, como pode o poder central esperar que o cidadão seja honesto e cumpridor dos seus deveres? Pausa, para que cada um pense e reflita na hora do voto. Única maneira realmente democrática de mudança.

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