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07 de Janeiro de 2014 - 07:00

Por JOSÉ ELOY DOS S. CARDOSO Professor e jornalista

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O atual prefeito de Juiz de Fora, em entrevista à Tribuna, no último dia 29, declarou que "pretende andar mais nos bairros". Embora a pretensão não seja uma novidade, andar pelos locais que deram a prefeitos, deputados, ministros ou presidentes os imprescindíveis votos é uma maneira de essas autoridades verificarem "in loco" os problemas das populações. Dilma Rousseff, dias atrás, fez isso quando foi ver pessoalmente os estragos feitos pelas águas das últimas chuvas. Em Juiz de Fora, o campeão dessas andanças foi Alberto Bejani. Em Rio Pomba, por exemplo, o saudoso deputado Último de Carvalho foi um itinerante pelas fazendas e roças tanto de Rio Pomba como dos municípios de Mercês, Tabuleiro, Piraúba, Guarani e outros onde era votado.

O problema é que as necessidades das populações são infinitas, e os recursos públicos, escassos. Pode acontecer que um bairro necessite da canalização de um córrego que corre a céu aberto, mas ainda faltam projetos e orçamentos que demandam tempo para só mais tarde se tentar obter os necessários recursos orçamentários e suas liberações que dependerão de existir caixa. Administrar é definir prioridades, mas os recursos só se viabilizarão depois de outras também necessidades serem deixadas para depois. Essa é a lei da escassez em economia. Aí não existe abundância no sentido técnico, e é impossível atender a todas as necessidades ao mesmo tempo.

Em Juiz de Fora, só para colocar em funcionamento o projeto do Hospital de Urgência e Emergência, com perspectivas de funcionamento em 2015, ainda haverá alguns problemas a resolver. Mesmo pronto, ainda terão que ser viabilizados recursos da aparelhagem médica para seu funcionamento, como a aquisição de modernos aparelhos de raios X, de ressonância magnética, além de outros que custam muito dinheiro. Depois é que virão as necessidades de contratação de médicos, enfermeiras, funcionários administrativos, etc. Ser eleito e tomar posse é mais fácil do que colocar toda a máquina pública para funcionar. Essa é a lei.

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