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04 de Janeiro de 2014 - 07:00

Por EQUIPE IGREJA EM MARCHA Leigos católicos

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Uma pesquisa de opinião recente apontava a luta contra a violência como maior desafio para o ano que se inicia. Na festa de adeus a 2013 em Juiz de Fora, um jornalista da Tribuna, investigando os desejos e pedidos do povo, constata que, "na maioria das vezes, os pedidos são de menos violência na cidade e mais compromisso com as causas sociais" (Tribuna, página 5, edição do dia 1º de janeiro). De fato, em 2013, assistimos a uma explosão da violência tanto geográfica, saindo das periferias para os centros, das grandes cidades para as pequenas, quanto social, atingindo todas as camadas, sem distinção. Que resposta dar a esse desafio? Frente a uma violência que se alastra e cujas causas são múltiplas e complexas, só uma cultura de paz pode amenizar as suas terríveis consequências.

A paz é dom de Deus e obra do ser humano. "A verdadeira paz não é um equilíbrio entre forças contrárias (...) a paz é um compromisso de todos os dias, a paz é artesanal, realiza-se a partir do dom de Deus, da graça que ele nos deu em Jesus Cristo" - Papa Francisco na mensagem de Natal. Paz, dom de Deus: o desejo de paz que temos no fundo do coração vem de Deus. Esse dom nos predispõe a procurar paz nos nossos relacionamentos, nos dá um ânimo pacífico, sustenta nossa fraqueza, consolida nossos esforços a favor da paz. Por isso a necessidade da oração para agradecer esse dom e pedir para perseverar nesta busca de paz e experimentá-la nas relações da nossa vida cotidiana. "Nunca percamos a coragem da oração", recomenda o Papa Francisco na mesma mensagem.

Paz, obra do ser humano: a oração pela paz exige que seja acompanhada pelo empenho pela paz; necessita de uma ação incessante da parte de cada um de nós. Essa ação se inicia em nós mesmos, exige autoestima, autoconfiança, controle de nossos sentimentos, palavras e atitudes. Estar bem consigo mesmo é o primeiro passo no caminho da paz. A fraternidade é fundamento e caminho para a paz, ela vive primeiramente na família, na qualidade de nossos relacionamentos conjugais, parentais e filiais. A vivência da fraternidade se estende nas relações de vizinhança, de trabalho, de estudo, etc. Como cidadão, podemos ser agentes da paz com participação nos organismos sociais e políticos que procuram a busca do bem comum, a justiça social. Já o profeta Isaías alertava o povo de sua época que só haverá paz como fruto da justiça (Is. 32,17). Hoje, desde Leão XIII, muitos documentos pontifícios insistem nesta necessidade de justiça para obtenção da paz.

Concluímos com a oração final da mensagem natalina do Papa Francisco: "Que Maria, a mãe de Jesus, nos ajude a compreender e a viver todos os dias a fraternidade que jorra do coração de seu filho, para levar a paz a todo homem que vive nesta nossa amada terra!".

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