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18 de Dezembro de 2013 - 07:00

Por PAULO CESAR DE OLIVEIRA - JORNALISTA E DIRETOR-GERAL DAS REVISTAS VIVER BRASIL E ROBB REPORT

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Todos sabem que a presidente Dilma nasceu em Minas, viveu a infância em Belo Horizonte e depois fez sua vida profissional em Porto Alegre, tendo deixado de lado sua cidade natal, embora sua família continuasse morando em BH. Na campanha de 2010, em sua primeira eleição presidencial, relembrou, nos palanques, sua condição de mineira. Afinal, o estado tem o segundo colégio eleitoral do país. Não deu muita bola aos mineiros em seu primeiro mandato, pois, para sua equipe inicial, convocou apenas o seu amigo particular, Fernando Pimentel, para um ministério, enquanto Lula tinha cinco mineiros no primeiro escalão de seu governo.

Recentemente, na queda do ministro da Agricultura, convocou o presidente do PMDB mineiro, Antonio Andrade, numa composição meramente política. Há um tempo, a presidente Dilma tem anunciado recursos para Minas Gerais, dinheiro que até então não chegou lá. Fez isto por duas ou três vezes. E os mineiros se ressentiram disso. Na semana passada, anunciou uma nova visita a Minas, cancelada para ir ao velório de Nelson Mandela. Agora, sentindo a importância do senador Aécio Neves no estado e com a candidatura crescendo por todo o Brasil, Dilma diz que vai a Belo Horizonte na próxima quinta-feira para anunciar recursos federais para a mobilidade urbana.

Os mineiros só esperam que a presidente Dilma cumpra de fato o que vem anunciando e não fique só no papel e no discurso. Dizem também que anunciará recursos para a BR-381, no sentido Vitória, no Espírito Santo. A BR-381 é muito importante para a economia mineira, mas é muito perigosa, com centenas de acidentes por ano. Mesmo assim, as obras antes anunciadas não serão realizadas. Haverá apenas uma maquiagem, sem a esperada duplicação no trecho onde acontece a maioria dos acidentes. Prometeram e não vão cumprir. É bom que a Dilma se lembre de que está disputando a reeleição, e, perdendo em Minas, a sua reeleição fica seriamente ameaçada, com o senador Aécio Neves se cacifando para se eleger em 2014. E as pesquisas mostram que 66% da população brasileira querem mudança.

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