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09 de Junho de 2012 - 07:00

Por EQUIPE IGREJA EM MARCHA

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Anteontem, nós, católicos, celebramos a Festa de Corpus Christi (Corpo de Cristo). É uma festa em que a bela tradição brasileira nos leva a ornamentar as ruas, fazendo tapetes coloridos em sal, serragem, pó de café e quaisquer outros materiais que se prestem a isso, tingidos ou em suas cores naturais. Enfeitam-se também as janelas por onde vai passar a procissão com as melhores toalhas da casa e com flores, homenageando o Santíssimo Sacramento, que é carregado em devota adoração. Dessa forma, reiteramos solenemente nossa fé em Jesus Eucarístico, alimentando nossa mística e aprofundando nosso compromisso com a caridade.

Tal celebração se iniciou no século XIII, na Paróquia de São Martinho, em Liége, na Bélgica. Foi uma menina que posteriormente seria monja agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que, levada por experiências místicas, pediu a seu confessor que instituísse a liturgia, pois ela intuía que havia uma lacuna de uma festa para agradecer a Deus pela graça da Eucaristia. Para isso, nosso Senhor Eucarístico deveria ser levado a andar pelas ruas, onde as pessoas estão.

Para melhor celebrar essa festa, precisamos lembrar que o Corpo de Cristo na Eucaristia é o mesmo corpo do qual Jesus é a cabeça e nós, os membros. Celebrar implica em aprofundar o senso de pertença a esse corpo. É uma experiência viva e grata saber que cada um de nós, cristãos, é parte integrante de Jesus. O Deus que adoramos é simultaneamente pão que se reparte e toda a multidão dos que comemos desse pão. É a força de repartir o pão que faz de nós parte desse mesmo pão. A misericórdia e a vivência radical da caridade são condições indispensáveis para a nossa pertença ao Corpo de Cristo. Não é apenas um sentimento piedoso de querer enfeitar a nossa rua e a nossa casa para ver um Rei distante e misterioso passar: é importante saber que as enfeitamos para homenagear o Rei que passa, e aqueles que passam com o Rei, reis que são. E que estes, por sua vez, carregam em glória o Rei para homenagear os reis, que das janelas e calçadas se prostram em adoração.

Aumentar a eficácia salvífica dessa festa é repeti-la por todos os dias do ano, venerando com fervor cada pessoa. Ter consciência de que cada ser humano que se apresenta a nós, na família, na rua, no trabalho é parte integrante e única do Deus que adoramos. Principalmente se sofrem, se precisam de nós. No serviço fraterno a todos, homenagearemos permanentemente Jesus.

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