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29 de Março de 2014 - 06:00

Por EQUIPE IGREJA EM MARCHA - LEIGOS CATÓLICOS

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Alguns dias antes da Quaresma, o Papa Francisco mandou uma carta carinhosa e firme aos "queridos brasileiros", lembrando a calorosa acolhida recebida nos fins de julho passado e pedindo-lhes agora "licença para ser companheiro em seu caminho quaresmal, falando- lhes da Campanha da Fraternidade, que lhes recordo a vitória da Páscoa (Gal 5,1)". Com esse "companheiro", a Igreja do Brasil iniciou a campanha "Fraternidade e tráfico humano". Inúmeros pequenos grupos nas paróquias, nas comunidades urbanas e rurais se formaram. Tendo como subsídio um livrinho "Famílias na CF e via-sacra", editado pela CNBB, eles estão tomando consciência da existência e da crueldade do tráfico de pessoas, da sua atualidade e proximidade, iniciando um julgar à luz do evangelho e procurando como participar na denúncia, prevenção e reintegração das vítimas do tráfico.

Estamos no meio da Quaresma, e é bom retomar a mensagem do Papa Francisco para nos animar a prosseguir na caminhada. Escreve o Pontífice: "Durante os próximos 40 dias, procuraremos conscientizar-nos mais e mais da misericórdia infinita que Deus usou para conosco e logo nos pediu para fazê-la transbordar para os outros, sobretudo aqueles que mais sofrem. Não é possível ficar impassível, sabendo que existem seres humanos tratados como mercadoria... Como se pode anunciar a alegria da Páscoa sem se solidarizar com aqueles cuja liberdade aqui na terra é negada?".

A preocupação com o drama do tráfico humano não é só da Igreja do Brasil, mas de toda a Igreja, que se empenha para amenizar o sofrimento humano, em particular com as pessoas vítimas de escravidão e tráfico de pessoas, assim como age na prevenção e denúncia desse crime. Na pessoa de seus dirigentes, ela se pronuncia constantemente a respeito. Por exemplo, o Papa João Paulo II denuncia: "O comércio de pessoas humanas constitui uma chocante ofensa contra a dignidade humana e uma grave violação dos direitos humanos. Esta situação afronta os valores fundamentais compartilhados por todas as culturas e todos os povos, valores arraigados na própria natureza humana". Mais recentemente, o Papa Francisco declarou: "Insisto que o tráfico de pessoas é uma atividade ignóbil, uma vergonha para as nossas sociedades, que se dizem civilizadas! Exploradores e clientes de todos os níveis deveriam fazer um exame sério de consciência diante de si mesmo e perante Deus!"

"Enquanto cristãos e pessoas de boa vontade, temos a missão de agir para que a sociedade se estruture em termos de conscientização, de denúncia, de reinserção social e incidência política, como eixos integrantes do processo de enfrentamento ao tráfico humano" (Texto base n° 232). Que essas palavras de nossos pastores nos animem a continuarmos firmes na caminhada quaresmal rumo à celebração da Páscoa com fé renovada na infinita misericórdia de Deus!

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