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30 de Abril de 2014 - 06:00

Por WILIMAR MAXIMIANO PEREIRA Colaborador

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Infelizmente, a Comissão de Defesa dos Direitos do Idoso não vai encontrar irregularidades nos supermercados locais, mesmo porque a ação tem dia marcado, e tudo não passará de uma encenação na qual serão mostrados os caixas exclusivos, etc. Na realidade, os supermercados locais (principalmente os do Centro da cidade, ou seja, os mais movimentados), juntamente com o transporte coletivo, são os que mais desrespeitam o idoso e as pessoas com necessidades especiais.

Nos supermercados, a placa de "caixa preferencial" é só enfeite, principalmente nos dias e horários de maior movimento. Poucos respeitam a placa, e sempre sob o olhar benevolente dos funcionários (caixas e gerentes). Se alguém reclama com o funcionário, a resposta é: "Não posso fazer nada. O senhor deve reclamar com quem está na fila erradamente". O idoso vai abordar alguém, arriscando ser agredido verbal e/ou fisicamente? Sem contar as "engraçadinhas" que simplesmente alegam: "Estou grávida". Alguém vai poder desmentir, mesmo vendo que a mesma não apresenta nenhum sinal de gravidez?

No transporte coletivo, a mesma coisa. Jovens se aboletam nos assentos preferenciais e "não estão nem aí". Motoristas e trocadores, regra geral, também ficam inertes. Só para ilustrar, dois exemplos: linha Avenida Rio Branco, cerca de 18h30, ônibus lotado de alegres e ruidosos estudantes de uma faculdade, inclusive ocupando os bancos reservados para idosos e afins. No Centro da cidade, entra uma senhora com duas sacolas de compras, além de uma grande bolsa, e fica em pé na parte dianteira do coletivo, permanecendo assim até desembarcar no alto da avenida, equilibrando-se com dificuldade. Ninguém cedeu o lugar.

Outro caso, este não lembro em qual linha aconteceu: num banco preferencial, uma senhora de cerca de 50 anos e sua robusta filha de mais ou menos 12 anos. Entra um senhor apoiado em duas muletas, com uma das pernas amputadas e posta-se em pé, próximo à catraca. As duas, nem bola, fingem-se de mortas. Foi preciso um senhor idoso ceder seu lugar ao mais necessitado, ficando no ar uma sensação de desconforto e falta de solidariedade humana por parte das duas primeiras. Esta é a triste realidade de Juiz de Fora.

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