São passados 12 dias do início do ano de 2013. Muitas promessas firmadas a zero hora ficaram sobre a mesa, no brinde. Outras, mais duradouras, permanecem prometidas, aguardando cumprimento na próxima, sempre na próxima, segunda-feira. Assim somos movidos por pequenas ou passageiras emoções, dando cumprimento a rituais cerimoniosos, também pequenos e momentâneos. Em uma análise breve, pode-se afirmar que não existe nenhum erro maior em algumas promessas. Promete-se amor à mulher desejada, ao filho esperado, aos pais idosos; houve época em que se prometia até mesmo amor à pátria. O perigo está em não cumprir o que foi prometido, o que indica ausência de sinceridade, persistência ou esforço, que traz consigo a insegurança e tantas outras vibrações de sofrimentos.
Muitos títulos, mais recursos financeiros, confortos, férias nas praias e muitas considerações sociais não passam de pequenos sonhos, assim como as promessas notívagas.
De nada vale a transformação aparente; é tão inconsequente como apenas aceitar a existência do problema e não resolvê-lo. É necessário admitir a dificuldade e superá-la, mesmo que, para tal, o custo seja dor, suor e lágrimas. Se vamos pintar nossa casa, primeiro verificamos as condições das paredes.
Aflições e amarguras são emoções que sublimam o espírito na romagem terrena. Não por simples sofrer. A renovação interior requer esforço sublime, conhecimento das leis superiores, abandono da zona de conforto para travar uma luta consigo mesmo; embate que ninguém verá e certamente não renderá nenhum louro social, sequer tímidos parabéns. São passos simples e largos, exercícios cotidianos e rotineiros, e que, em cada conquista, feito crianças, saltitamos de satisfação, quando entendemos não ser importante o que dizem a nosso respeito, afinal, Deus nos conhece no íntimo.
Apliquemo-nos na construção de uma vida equilibrada, repleta de compromissos e sem promessas. Onde formos, não esqueçamos que somente com a conclusão das obrigações e deveres assumidos alcançaremos a compreensão da vida, como de fato ela é sob a regência do Divino Pai.
Não vamos aguardar, à sombra refrescante da árvore do comodismo, o próximo ano ou a segunda-feira vindoura. Vamos renovar nossa alma dia a dia, aprendendo e estudando as lições vanguardeiras do Evangelho, essa súmula de progresso ensinada por Jesus, o Mestre Maior, disseminada por seus apóstolos e rediviva na Doutrina Espírita.



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