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21 de Janeiro de 2014 - 07:00

Por NILSON ROGÉRIO PINTO LEÃO Decano da Faculdade de Direito e secretário de Assuntos Jurídicos da UFJF

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Em 2014, ano em que a "Casa de Benjamin Colucci" completará, em julho, 80 anos de funcionamento ininterrupto - fato lembrado em recentes artigos nesta Tribuna -, é com orgulho que se constata a realidade atual: ao tempo em que toda a Universidade Federal de Juiz de Fora vivencia uma verdadeira revolução de gestão, investimentos e realizações (comparável às ousadas iniciativas de seus fundadores e primeiros gestores), a sua Faculdade de Direito, hoje com a biblioteca reinstalada e com novos prédios (como as demais faculdades e institutos da UFJF), oferece, além da graduação, quatro cursos de especialização e um de mestrado, este em direito e inovação, com duas linhas de pesquisa: direito, argumentação e inovação; e direitos humanos e inovação. Interessante observar que a realidade atual se refere à mesma faculdade que, nos anos 1970, há quase 40 anos, criara e incorporara, no currículo da graduação, a disciplina direitos humanos fundamentais, iniciativa pioneira em todo o país. Evidente que isso significava - mormente naquela época, e até mesmo com certa ousadia - um ato de inovar.

Como visto no exemplo acima, aquilo que hoje se faz tão bem na Faculdade de Direito, e bem assim na UFJF como um todo - pelo tanto que nela se progride, se avança e se inova -, tem raízes verdadeiras e profundas naquilo que se realizou ontem e anteontem, com denodo e sacrifícios, até pessoais, e se perpetuou pela tradição: inclusive a de insistir, de superar obstáculos, de vencer desafios. E, especialmente, de ousar e de inovar.

No caso de nossa faculdade, e limitando-se ao período da cinquentenária UFJF, cabe lembrar que ela foi uma das cinco entidades de ensino que, em 1960, se conjugaram para a criação da universidade; que, por meia década, em sua antiga sede, o atual Forum da Cultura, funcionou a Reitoria da UFJF até a inauguração em 1966 do primeiro prédio da reitoria, hoje Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm); e que ela deu à universidade, também, o seu primeiro reitor (Moacyr Borges de Mattos, cujo centenário comemorou-se no final de 2013). Mas a tradição inovadora da faculdade traduziu-se e se consolidou, ainda, pelos ideais e pelo trabalho dos que a ela dedicaram parte de sua vida pessoal e profissional. Assim, os docentes de hoje fazem, aqui, o público reconhecimento a Almir de Oliveira, Paulo R. de Gouvêa Medina, Paulo Nader, Fernando C. Muzzi, Raymundo P. Guedes, José A. Cúgula Guedes e Igor V. de Oliveira, todos ex-professores da nossa geração e ex-diretores da faculdade nas quatro últimas décadas. Não atuaram sozinhos, claro, mas a menção a seus nomes homenageia a todos os que, com eles, nos departamentos e demais colegiados, trabalharam e conjugaram esforços.

Honrando a tradição dos que o antecederam, a de saber inovar (e bem), tem-se hoje a gestão dinâmica e exitosa do diretor Marcos Vinício Chein Feres, que, ao lado dos novos docentes da antiga (octogenária) Faculdade de Direito - e na esteira do que vem fazendo o reitor Henrique Duque em sua inovadora e realizadora gestão à frente da UFJF (em continuidade ao trabalho dos reitorados anteriores) -, segue ousando: superando obstáculos e vencendo desafios. Tudo, enfim, porque, entre a tradição e a inovação - antes que fossos -, existem pontes.

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