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20 de Março de 2014 - 06:00

Por JOSÉ LUIZ BRITTO BASTOS - MESTRE EM ENGENHARIA DE TRANSPORTES

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No trânsito, há sempre uma cobrança mútua comportamental por parte das pessoas, mas, no fundo, sempre achamos que o outro é o errado, o mal-educado, o culpado, enfim, o infrator. Sempre nos colocamos acima de tudo e de todos, na condição de infalíveis. O outro é que sempre estaciona em local não permitido, avança sobre a faixa de retenção, para em cima da faixa de pedestres, desrespeita a cor amarela do semáforo e avança o sinal vermelho. Será mesmo?

À luz do Art. 76 do CTB: "A educação para o trânsito deveria ser promovida na pré-escola, nas escolas de 1º, 2º e 3º graus, por meio de planejamento e ações coordenadas entre órgãos do Sistema Nacional de Trânsito e de Educação, da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, nas respectivas áreas de atuação". Mas isso, desde a vigência do CTB, não foi colocado em prática, e pessoas ligadas ao Sistema Nacional de Trânsito não acreditam nesta possibilidade. Para elas, este dispositivo legal jamais será regulamentado pelo Poder Executivo federal. Enquanto isso, seguimos ostentando o quinto lugar entre os países campeões mundiais em acidentes de trânsito.

Bem, se não se recebe educação na infância, dificilmente poder-se-á exigi-la na fase adulta. A má formação e a displicência contribuem para o desrespeito às normas de trânsito. Se não há respeito às regras, impõe-se, então, que haja uma correção de curso através de fiscalização intensiva e punitiva. No trânsito, argumentos pífios não podem justificar deslizes sujeitos a consequências imprevisíveis e danosas, que podem afetar para sempre a vida das pessoas.

A educação, principalmente no trânsito, requer das pessoas comportamento preventivo, defensivo e responsável, como ações que impliquem não estacionar em locais proibidos, não exceder velocidades-limites, não parar sobre as faixas de pedestres, não avançar o sinal vermelho, assim como não trafegar propositadamente em motos com os escapamentos proibidos, que perturbem o sossego alheio ou, ainda sem constrangimento, circular, negligentemente, pelas ruas com o som dos carros no volume máximo - infernizando a vida das pessoas que apenas desejam e têm o direito de estar em paz em suas residências. Essas são atitudes repudiadas pela sociedade, que requerem fiscalização e imediata punição por parte das autoridades. No trânsito, cada ator deve fazer a parte que lhe toca, declinando sempre dos comportamentos reprováveis e contrários à lei. Isso é ser educado e cordial. Ser, de fato, um cidadão.

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