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28 de Janeiro de 2014 - 07:00

Por VALDIRENE ANDRADE HONÓRIO - PROFESSORA

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A cada início de ano, é comum externarmos desejos, sonhos e expectativas. As possibilidades são incontáveis: almejamos mudanças em nós e no mundo, temos ambições de ordem material ou emocional e queremos saúde. Para tanto, traçamos metas e estabelecemos prazos. Tudo isso é natural e saudável. De que valeria a existência humana se não vislumbrássemos o porvir como uma possibilidade única? Nesse sentido, é válido pensar: quais expectativas dependem de cada indivíduo, quais dependem do outro e quais dependem da ação coletiva?

Pensemos no sentido da palavra expectativa como sentimento que vem de dentro para fora, com base em algum fato que impele uma vontade de mudança. A questão é transformar o que é um desejo interior em algo concreto. Toda e qualquer mudança depende de um sujeito, assim, as expectativas que eu tenho são, em sua maior parte, de minha responsabilidade. Mas o que dizer das expectativas que abrangem toda uma sociedade? Essas expectativas demandam ações individuais e coletivas, já que cada ação sempre traz consequências, para si e para o outro. Ações individuais podem trazer grande impacto para a coletividade. Uma ação individual pode refletir sobre a vida coletiva, e o contrário também, para o bem ou para o mal. A questão é saber que cada pessoa possui um papel a desempenhar na sociedade, por isso, a efetivação das expectativas depende da postura que cada cidadão assume.

Os sonhos, desejos e expectativas humanas se assemelham e se encontram em muitos momentos, independentemente do término ou início de um novo ciclo temporal. Promessas e desejos sempre farão parte da vida humana, ninguém pode esperar que uma transformação parta somente do outro. Lembremos que as expectativas podem simbolizar uma mudança, desde que se deixe a passividade e seja assumida uma postura ativa. A história do beija-flor e o leão em meio a um incêndio na floresta ensina que cada um deve fazer a sua parte. É preciso que cada ser humano carregue e abasteça o seu balde e, às vezes, até o balde do outro, mas não com água, e sim com esperança, afinal, a qualquer tempo, é isso o que traz sentido ao nosso existir.

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