Equipe "Igreja em Marcha" - Leigos Católicos
Quaresma é para a Igreja Católica um tempo litúrgico muito precioso e importante. Através da escuta da Palavra de Deus, ela nos conduz à celebração da Santa Páscoa. Somos convidados a viver esse tempo com o devido empenho. A Igreja Católica no Brasil celebra também a Campanha da Fraternidade de 2013 que tem como tema: "Fraternidade e Juventude" e como lema: "Eis-me aqui, envia-me" (Is, 6,8). Esta é a 49ª Campanha da Fraternidade desde que foi criada, em 1964.
Esse é um tempo ainda mais importante para os católicos de todo o mundo, que, até novembro de 2013, estarão vivenciando o Ano da Fé e a escolha, já nos próximos dias, de um novo pontífice. É, portanto, um período de orações e reflexões que devem ser conduzidas com o renovado entusiasmo do encontro com Cristo.
A palavra Quaresma vem do latim, quadragésima, e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV. Um período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual, no qual o católico deve se aproximar de Deus visando ao crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazer uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal. O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais.
O período é, também, de um retiro espiritual voltado à reflexão, no qual os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo.
Esta é uma Quaresma ainda mais especial, pois vivemos um momento em que a Igreja precisa das orações de todos os seus fiéis e seguidores: a escolha de um novo Papa, que vai conduzir os cristãos para os "desertos do mundo contemporâneo", como o Papa Bento XVI, em sua abertura do Ano da Fé, definiu estes novos tempos, o trabalho de evangelização constante e, para nós católicos brasileiros, a Campanha da Fraternidade.
Vivemos um tempo em que o individualismo é característico do sujeito moderno. É a ideologia individualista, que toma o outro como objeto e promove um isolamento de si mesmo. O agir nos dias de hoje é centrado no eu e no outro como objeto. Mais do que nunca, os cristãos de todo o mundo devem se sentir responsáveis pelo anúncio e pelo testemunho do Evangelho.



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