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17 de Dezembro de 2013 - 07:00

Por ANTÔNIO AGUIAR - MÉDICO E VEREADOR

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É chegado o período do ano em que moradores de vários bairros de Juiz de Fora passam os dias com medo e de olho na previsão do tempo. As primeiras chuvas deste ano já trouxeram os primeiros prejuízos, com a força das águas entrando nas casas ou a enxurrada forte amedrontando nas ruas. Sabemos que o Poder Público tem a grande responsabilidade em muitos casos, sendo necessária a realização de limpeza prévia de bueiros, canalização, obras e limpeza em córregos, entre outras ações que envolvem a Defesa Civil, para evitar as maiores tragédias. É direito da população cobrar estes serviços das autoridades.

No entanto, em muitos casos, parte da população esquece que pequenas atitudes cotidianas poderiam fazer a diferença. Jogar lixo nas ruas, em encostas, nas margens ou nos leitos dos córregos e do rio é uma ação que traz sérias consequências. E não é só isso. Colocar o lixo nas ruas em um horário próximo da coleta também é responsabilidade dos cidadãos. Do contrário, veremos sacos e mais sacos nadando nas enxurradas até chegarem aos bueiros e entupi-los, como observamos em alguns pontos da cidade em temporais ocorridos neste e nos últimos anos.

Há alagamentos que são repentinos e ocorrem em um curto espaço de tempo, após chuvas fortes ou moderadas, mas duradouras, quando o solo esgota a sua capacidade de infiltração. Os moradores do entorno do Córrego de Santa Luzia enfrentaram este tipo de inundação neste mês de dezembro. Portanto, é preciso que cada um seja fiscal de si mesmo ou conscientize os demais sobre o risco da obstrução das passagens da água pluvial. A comunidade consciente pode ajudar a evitar um desastre. Não esperemos apenas que a atitude comece no outro.

É hora de uma mobilização coletiva para que não fiquemos esperando as tragédias a cada virada de ano. Isto é válido também para as encostas. É preciso confiar na Defesa Civil e cobrar fora desta época do ano programas de habitação que permitam que cada um consiga ter uma noite tranquila, ainda que venham as águas de dezembro, janeiro, fevereiro e março...

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