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05 de Fevereiro de 2014 - 07:00

Por JOSÉ ANÍSIO PITICO DA SILVA - ASSISTENTE SOCIAL

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A violência é uma realidade e está presente em todos nós. Como a existência de sombras que a luz dissimula. Ninguém é santo o dia todo. Como não reagir com violência a uma sociedade tão violenta como esta em que vivemos? As respostas podem ser variadas, de diversas formas. Uns se violentam no sexo, nas drogas (lícitas ou não), no uso ostensivo do carro; outros matam mesmo. A mídia local vem, dia a dia, cumprindo bem o seu papel, ao mostrar a presença diária da violência entre nós. A sensação de insegurança, como gostam de dizer as autoridades, tomou conta do nosso cotidiano. Não há mais um lugar ou um bairro ou território marcado como violento. A violência está em toda parte. Na verdade, ela está dentro. Claro que, na minha opinião, o contexto de uma sociedade historicamente injusta e elitista produz cenários de violência. O próprio sistema econômico, mais do que nunca, que movimenta o mundo, é produtor de desumanidades e barbáries como nunca vistas antes. Este capitalismo devorador globalizado não permite e nem favorece a emancipação humana dos povos. Não tenho receitas de como diminuir este estado de situações violentas que não dão futuro ao jovens e nem oferecem segurança ao presente dos cidadãos mais velhos.

Penso na utopia, mas com base na realidade, que o movimento para o enfrentamento da violência deve partir de nossa organização com outras pessoas, é potencializar a velha máxima de que a união faz a força. Fazer frente aos tempos atuais, avesso à associação de pessoas, para um fim coletivo. Reagir. Como lembra uma série de matérias que esta Tribuna trouxe recentemente, com o título "Até quando?", em relação aos assassinatos de jovens e adolescentes em Juiz de Fora. Penso também que (e pode parecer um lugar comum trazer isto aqui) são urgentes a adoção de políticas públicas municipais e o incremento das que já existem para a população jovem da cidade. Oportunizar aos mais novos o acesso à cidade, com políticas de lazer, saúde, educação e, principalmente, emprego, qualificação profissional. Possibilidades reais para sonhar.

Com toda evolução tecnológica existente no setor de comunicação entre as sociedades mundiais, penso que as pessoas querem(eu quero!) mais do que um telefone celular top de linha, elas querem ser mais: mais respeitadas, mais amadas, melhor atendidas nos serviços públicos, no comércio, no trânsito, no restaurante, na fila da pipoca, no interior do ônibus, nas agências bancárias, nos postos de gasolina. Restaurar as palavras mágicas, "por favor", "muito obrigado", "bom dia", "boa tarde", "boa noite". Quem sabe, se mais educados/as na relação com os outros, não seríamos menos violentos?

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