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11 de Fevereiro de 2014 - 07:00

Por CARLOS MAURÍCIO DE MORAES R. PEREZ - COLABORADOR

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O Japão, país que é um conjunto de pequenas ilhas, surpreendeu o mundo ao inaugurar sua primeira usina de energia solar, dois anos após o acidente na usina nuclear de Fukushima. A usina solar, de propriedade de uma empresa de produtos eletrônicos, terá capacidade de gerar energia para 22 mil lares. Sua localização é em uma enseada no extremo Sul, o que significa que é bastante segura, mesmo em ameaças de tempestades e tsunamis. E o mais importante: a mesma não corre o risco de poluir o Oceano Pacífico.

Este país no extremo oriente é um país conservador e tradicionalista e está na décima colocação no ranking de IDH da ONU. Não tem muitos ativistas, e a oposição progressista lá não se cria. Tudo no Japão parece ser bem aproveitado e planejado. Vale lembrar aos leitores que, na Segunda grande Guerra Mundial, os EUA dizimaram a ilha.

O Japão, igual a outras grandes nações, mostra mais uma vez ao mundo o quanto é grande. A Alemanha foi reconstruída rapidamente depois Segunda Guerra, também é um país de direita e ocupa quinta colocação no tal ranking. A Austrália, já preocupada com o problema de água potável, investe cerca de U$ 13 bilhões em grandes usinas de dessalinizações; também é um país de direita e está na segunda colocação no ranking. O mesmo acontece nos EUA que, depois da crise de 2008, já em 2016, será o maior produtor de petróleo do mundo. É propagado pela nossa esquerda como o império de todo o mal. O mesmo encontra-se na terceira colocação do tal ranking da ONU. Malditos conservadores imperialistas!

Volto agora o olhar para a ilha cubana, idolatrada por muitos aqui no Brasil. Inclusive por este Governo federal. Creio que não existem termos de comparação entre as duas ilhas (Japão e Cuba). Coitados dos cubanos que até bem pouco tempo atrás faziam fila para pegar gratuitamente o jornal estatal do dia, não para lê-lo, se é que entendem...

O que me parece é que Cuba (59ª colocada no ranking de IDH da ONU) se esqueceu de crescer. E como todo jovem revoltado, é progressista e se diz independente, apesar de viver de mesada. Passa o tempo todo colocando a culpa nos outros, pelos erros que são seus. Se no século passado quem bancava Cuba era a URSS, atualmente quem banca a ilha somos nós, brasileiros. Por que não bancá-la? Somos novos ricos, apesar da 85ª colocação do ranking da ONU e, como novos ricos, "torramos" à vontade, sem fazer conta nem previsão. Vivemos hoje numa ilha de fantasia, onde não existe miséria, onde há justiça e a violência é zero. A corrupção não existe e há saúde para todos, inclusive, importamos médicos de Cuba! O Brasil vive hoje na mais perfeita harmonia! Somos um exemplo brilhante de nação, onde impera a igualdade, a liberdade e a fraternidade!

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