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17 de Janeiro de 2013 - 07:00

Por EDSON FERREIRA FONTES

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Um dos segmentos mais viáveis para catalisar e consolidar um processo de integração e consequente fortalecimento da economia regional é o agronegócio. Tal afirmativa é embasada na presença da atividade agropecuária em todos os municípios da região, cujo peso econômico e social é indiscutivelmente o maior, "vis a vis" os outros setores. O que não significa, entretanto, que o setor vá bem, muito pelo contrário: via de regra as cadeias produtivas, sendo a pecuária de leite a principal, encontram-se bastante fragilizadas em toda a região (talvez pudéssemos aqui fazer uma honrosa exceção a alguns produtores que aderiram ao programa "Balde cheio"), ou seja, na contramão do excelente momento em que vivem vários segmentos do setor agropecuário em outras partes do estado e do país.

Acreditamos que o momento de mudar, ou melhor, de verdadeiramente transformar esse quadro, tem que ser agora, iniciando já, com os novos mandatos municipais, principalmente em Juiz de Fora, que, pela sua importância, tem a obrigação de assumir a liderança de todo e qualquer processo de mobilização regional.

É preciso que não se perca mais tempo e que os próximos quatro anos sirvam, inclusive, de base para a construção de outros 40, 50, 60 ou mais anos, criando um ciclo virtuoso em substituição ao atual ciclo vicioso (gestão ineficiente, baixo profissionalismo, remuneração insatisfatória).

É preciso trocar velhas práticas paternalistas e discussões infrutíferas que estão fora do nosso "círculo de influência", como o preço final do produto, por um profissionalismo maior das organizações envolvidas, a começar pelos nossos heroicos produtores, que, via de regra, sequer têm acesso a uma metodologia simples que lhes permita calcular esses custos; ou seja, a grande maioria desconhece o custo de um litro de leite, uma arroba de boi ou um saco de milho.

É preciso buscar a integração regional, abrindo espaços, construindo canais de comunicação, trazendo eventos para as várias cidades-polo, a fim de fortalecer o agronegócio através de um verdadeiro choque de gestão, mas com qualidade, buscando uma profissionalização plena do setor, capacitando o cidadão comum e, principalmente, as suas associações para as práticas modernas de administração.

É preciso tornar comum e levar ao cotidiano dos envolvidos temas já amplamente difundidos e adotados por várias organizações de sucesso e ainda distantes ou raros no setor agropecuário da região. Temas esses tidos como "teóricos e abstratos" pelos gerentes "frenéticos de plantão" (têm energia, mas falta foco), mas que são a essência de um trabalho consistente, que busca ser ágil sem ser imediatista, que reduz as improvisações sem matar a criatividade, que constrói um ambiente de confiança, sem ter que dizer que é "o olho do dono que engorda o boi".

Temas esses que nos fazem sempre pensar melhor antes de agir, reduzindo as nossas incertezas e aumentando a eficiência e a eficácia nas decisões tomadas. Temas esses que passam por: diagnóstico, planejamento estratégico, empreendedorismo, administração por competência, qualidade nos processos, gestão financeira, de pessoas, etc.

Temas que precisam ser estimulados e colocados à disposição das várias organizações, para que cheguem de forma definitiva ao produtor, deixando-lhe o legado da competitividade, do aumento de renda e da melhoria na qualidade de vida.

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