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08 de Fevereiro de 2013 - 07:00

Por JOSÉ LUIZ MOREIRA GUEDES

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A pauta política deste início de ano é apenas uma pequena mostra dos embates políticos que teremos pela frente.

O governo da presidenta Dilma faz tentativas tópicas para abrir caminho ao desenvolvimento nacional, desvencilhando-se do tripé perverso constituído pelos juros altos, o arrocho fiscal e o câmbio flutuante. Não têm sido poucas as críticas do capital monopolista-financeiro nacional e internacional, veiculadas pela mídia privada a seu serviço, à gestão da política macroeconômica a cargo do titular do Ministério da Fazenda, Guido Mantega. Um desses veículos da mídia, porta-voz do capital financeiro internacional, chegou a esboçar uma campanha, no final de 2012, pela demissão do ministro.

A própria presidenta Dilma tem sido estigmatizada como intervencionista por aqueles que pretendem que o Brasil permaneça como um dos paraísos do capital monopolista-financeiro.

Isso significa que será dura a luta político-ideológica em torno da política macroeconômica a adotar. Para as forças de esquerda, é importante valorizar a transição que está em curso e apoiar os esforços de reorientação do Governo. Isto implica resistir às pressões dos círculos monopolistas-financeiros ligados ao imperialismo e defender medidas mais arrojadas que efetivamente façam o país ingressar numa era de desenvolvimento com valorização do trabalho, distribuição de renda e justiça social.

Um capítulo à parte, pela importância estratégica que tem, é a luta pela erradicação da miséria, a valorização do trabalho e a universalização de direitos sociais. As plataformas dos movimentos sindicais e populares precisam se fazer ouvir pelo governo da presidenta Dilma que, juntamente com sua base política no Congresso Nacional, não deveria permitir qualquer retrocesso nos direitos trabalhistas e previdenciários. São mais atuais do que nunca as lutas pela redução da jornada de trabalho sem redução dos salários e pela extinção do fator previdenciário, excrescência política, social e jurídica herdada do neoliberalismo.

A luta pela ampliação e o aprofundamento da democracia não será resultado de medidas unicamente macroeconômicas e produtivistas, nem muito menos de uma espécie de "choque de capitalismo", como apregoavam os neoliberais e conservadores do PSDB desde os anos 1990.

Sem dúvida, compete à esquerda levar adiante a luta política e social pelas reformas estruturais democráticas - o que inclui a reforma política, a reforma agrária e urbana, a reforma tributária, a regulação dos meios de comunicação e a universalização de direitos sociais.

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