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04 de Dezembro de 2013 - 07:00

Por MARA MONTEZUMA ASSAF - COLABORADORA

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Com o passar do tempo, aguçou-se a percepção de que o PT adquiriu as características abaixo. Propensão ao hegemonismo - ou seja, controle total sobre a máquina de Governo, instituições, etc. Armaram uma teia de poder difícil de ser rompida. Quando no poder, o objetivo do PT é continuar governando. Apenas isso, pois o poder é a meta maior, não o Governo em si. Reforço exacerbado do patrimonialismo, organização política em que as relações subordinativas são determinadas por dependência econômica. Daí o inchaço do sindicalismo, a obesidade dos fundos de pensão, a superlotação na máquina do Governo, em que todo petista e/ou aliado quer ter sua boquinha. A troca de favores e a vassalagem são o que mantém este esquema: vide que até os reitores das universidades federais fizeram campanha para Dilma Rousseff quando ela se candidatou pela primeira vez.

A inépcia do PT é proverbial. Os petistas aprendem a administrar... administrando. Vão aprendendo durante a permanência no cargo, e, por isso, os resultados: o Brasil virou um cemitério de esqueletos de obras abandonadas: estradas, represas, a transposição do Rio São Francisco... Tudo a atestar que a marca da gestão petista é a incapacidade profissional daqueles que compõem seus quadros. A marca maior do PT é a visão da destruição que se espalha hoje pelo país.

A posse do poder a qualquer preço. Para isso, vale tudo: desde dossiês de aloprados a traduções falsas de documentos, mas, principalmente, os petistas garantem o poder através das tropas de assalto que dominam a internet e a mídia em geral e até instituições. De posse desta máquina de informação, eles conseguem destruir reputações, chantageiam pessoas, intimidam. Vide o Cade, cujo presidente Vinicius Carvalho é sobrinho do ministro Gilberto Carvalho e ex-assessor do deputado Pedro Simão, o maior acusador do PSDB no caso Siemens. Mas conseguem também salvar a reputação de aliados: vide a censura ao "Estadão" no caso da operação "Boi barrica", que envolve o filho de José Sarney.

Conclusão: no meu entender, o que sustenta todo o "fenômeno PT" é o mito Lula. Ele é o alicerce e, ao mesmo tempo, a estrutura deste partido. Lula, sabe-se bem, é um ídolo com pés de barro, e muito barro. Para vencer o PT, há que se desmontar o mito. Resta saber se a oposição, que nada mais tem a perder, consegue descalçar as luvas de pelica e atacar o adversário de frente e com soco inglês.

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