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25 de Março de 2014 - 06:00

Por VANDERLEI TOMAZ - COLABORADOR

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No próximo mês de outubro, o Brasil terá um compromisso com o seu futuro. Milhões de brasileiros estarão se dirigindo aos seus respectivos locais de votação e indicarão, com seus votos, as novas composições das assembleias legislativas estaduais e da Câmara dos Deputados, além de poderem renovar um terço do Senado. De igual forma, estarão também decidindo pela continuidade ou mudança de rumo nos governos dos nossos estados. Também votarão pela mudança (ou não) da Presidência da República.

Voto desde 1982. Se me perguntarem em quem votei para governador em 1982 e 1998, eu respondo. E o meu deputado estadual em 1986 e 1994, respondo. Em quem votei para prefeito em 1988 e 2000, também respondo. Se indagarem sobre em quem eu votei para presidente em 1989 e 2006, respondo. E para senador em 1990 e 2010, também. Para deputado federal em 1998 e 2002, sei responder. E nos plebiscitos? Sei dizer como respondi.

Desde a minha primeira vez como eleitor, construí o hábito de chegar em casa, após votar, e colar em um caderno o comprovante da votação, anotando a data e os nomes dos meus candidatos naquele dia. Nunca anulei um voto. Nunca votei em branco e nunca me abstive de votar. E esta relação de candidatos escolhidos por mim, a cada eleição, fica em minha mesa. Permito que qualquer pessoa possa vê-la e comentar. Sempre entendi que alguém será eleito. Mesmo que não represente a minha vontade, será eleito. E, se deixo de votar, estou dando procuração para outra pessoa votar por mim. Recusar o direito de escolher pela continuidade ou a mudança é admitir que está tudo bem e dessa forma pode permanecer. Quando você deixa de votar, não está se importando com o resultado, mesmo que seja o que você menos espera.

Neste ano de 2014, não será diferente. Vejo-me praticando o mesmo gesto, votando e anotando no meu caderno. Democracia é exercício. Você erra uma vez, uma segunda, quase acerta em uma terceira e acerta na quarta. Por menor que seja a motivação, uma eleição é a oportunidade de preservar o que temos ou mudar para melhorar. Eleger é escolher.

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