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10 de Abril de 2014 - 06:00

Por JOSÉ RUFINO DE SOUZA JÚNIOR Presidente do Grupo Ecológico Salvaterra

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Deparei-me com as seguintes reportagens "Estratégias contra a violência" e "Áreas de lazer em condições precárias" da Tribuna, as quais possuem vários pontos em comum: as praças representam a única opção de lazer para a comunidade, o aumento dos crimes violentos envolve frequentemente os mais jovens, e, segundo a autoridade pública, faltam políticas públicas para eles e segurança nos espaços de lazer.

Seguem alguns questionamentos a serem feitos: por que não há política pública para a prática efetiva de esporte para os jovens, descartando os projetos com marketing puramente eleitoreiro? Por que as autoridades públicas acham que podem discutir metas e programas de redução da violência sem a participação da sociedade civil organizada? A educação integral de qualidade nas áreas vulneráveis pode inserir a qualificação dos jovens para o seu ingresso no mercado de trabalho? Existe interação dos programas Pronatec com os cursos oferecidos pelas instituições de serviço "S" próximo às áreas vulneráveis? Qual a programação efetiva de recreação nas praças públicas?

Qual a integração da Secretaria de Esportes com os clubes, com o objetivo de possibilitar a prática esportiva e receber o ingresso de alunos da rede de ensino público? É possível criar fundos sociais com a finalidade de cadastrar projetos sociais de iniciativa da academia e da comunidade? O sistema de policiamento ostensivo baseado nos dados estatísticos atende às necessidades do cidadão contribuinte? É possível criar, em nível emergencial, um órgão público preparado para diagnosticar a demanda social, atuando com profissionais na área de educação, saúde, assistência social, e geração de trabalho, buscando orientar, ouvir, receber as sugestões e os projetos indicados pelos comitês comunitários? Existem verbas públicas para projetos sociais para atender a esse fim?

Recomendo que a Prefeitura procure conhecer estudos de universidade local sobre a vulnerabilidade dos jovens. Cito o exemplo a ser seguido do ex-prefeito de Bogotá Enrique Peñalosa, que revolucionou a estrutura urbana daquela cidade. Quem não se recorda de Medelín, que, de capital do narcotráfico, passou a ser reconhecida como modelo de gestão urbana?

Às vezes, as respostas são óbvias, e a solução para a violência depende apenas de adaptar projetos que já deram resultados em condições bem piores que as de Juiz de Fora. O momento exige liderança e vontade política para pôr fim ao conflito social, que hoje atormenta toda a população. Caminhamos para a condição de celebração de um pacto social pela paz a ser firmado por Poder Público, empresas e sociedade, estabelecendo programas, metas e ações coletivas capazes de tornar Juiz de Fora uma cidade com qualidade de vida melhor.

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