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30 de Maio de 2014 - 06:00

Por GUSTAVO ALVES RATTES Colaborador

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No dia 30 de outubro de 2007, o Brasil foi escolhido pela Fifa para sediar a Copa do Mundo de 2014. Nossos governantes e políticos brasileiros comemoraram intensamente, inclusive aqueles que se dizem oposicionistas, porque a construção das arenas também iria beneficiar diversas capitais, bem como as cidades situadas ao redor das mesmas.

Por que tantas manifestações populares contra a Copa do Mundo explodiram no país? Seriam reações vindas da esquerda ou da direita? Por que tantas greves? Por que tanta revolta popular? A perplexidade daqueles que governam nosso Brasil e da classe política pode ser traduzida da seguinte forma: somos o país do futebol e achávamos que a realização deste evento traria muita felicidade para o povo brasileiro e, no entanto, estamos diante de uma situação bastante complexa, que cada vez mais vem se tornando conflituosa nos estados. Motivo: o descontentamento pelo padrão Fifa das arenas e padrão zero das nossas escolas e hospitais públicos. Por que investir tanto neste evento se ainda somos um país pobre?

No início, tudo era festa, e nossos governantes prometeram o céu, que se transformou em um inferno de exorbitantes gastos públicos, atrasos constantes na realização das obras e uma exposição negativa diante do cenário internacional: somos um país desorganizado, negligente e corrupto ao extremo. Este é o Brasil lá fora!

De acordo com um estudo da Consultoria Legislativa do Senado Federal, o custo da Copa do Mundo no Brasil deverá ultrapassar a casa dos US$ 40 bilhões, enquanto nas últimas três edições deste evento, no Japão, Coreia, Alemanha e África do Sul, consumiram juntos US$ 30 bilhões. Por que no Brasil toda obra pública supera em muito o valor inicial antes calculado? Por qual motivo construíram uma arena em Manaus e outra em Cuiabá? E a arena de Brasília? São regiões que sequer possuem equipes locais na primeira divisão do futebol brasileiro!

Para não sermos de todo pessimistas, alguns benefícios surgirão: vinda de turistas, alguma melhoria da mobilidade urbana, ampliação e reformas dos aeroportos. E os pontos negativos? Na reta final, as obras estão sendo tocadas rapidamente, o custo benefício duvidoso da construção de alguns estádios, uso exagerado do dinheiro público e abertura de brechas para o aumento da corrupção. Estas manifestações, greves e revoltas surpreenderam Brasília e demonstram que não queremos estádios padrão Fifa, mas sim educação pública de qualidade, saúde pública digna, saneamento básico para todos e corrupção zero!

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