Publicidade

01 de Julho de 2012 - 07:00

Por GUSTAVO ALVES RATTES

Compartilhar

A realização da Rio +20, com certeza, não gerou o resultado esperado, pelo menos para a maioria da população do nosso planeta, exceto para aqueles que teimam em apostar no desenvolvimento sacrificando o meio ambiente, como se não tivesse sua devida importância para as gerações futuras.

Por mais que a nossa presidente Dilma se esforce em transmitir resultados positivos da Rio +20, e que o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, recue no que dissera antes, sobre as conversações terem ficado aquém do pretendido, o resultado mesmo foi pífio e frustrante para nós, brasileiros, e para os cidadãos de outros países.

De positivo mesmo ficou o comportamento dos povos, dos internautas nas redes sociais e de algumas nações que também não concordaram com a omissão dos países ricos. A ideia dessa conferência internacional era de convergir opiniões que assegurassem um comprometimento político renovado para o desenvolvimento sustentável, avaliando o progresso atual e abordando os desafios novos e emergentes.

Segundo o Greenpeace Internacional, "a conferência falhou em termos de equidade, de ecologia e de economia". Tanto falaram de um futuro mais limpo para a humanidade, que a fauna marinha e as florestas continuarão expostas ao comportamento irracional do bicho homem. Até mesmo o Plano de Resgate dos Oceanos para as águas em alto mar foi derrubado por Estados Unidos, Canadá, Rússia e Venezuela. Eles querem explorar os mares, visando o lucro exorbitante, apoiados na impunidade e na extinção dos recursos que pertencem a toda a humanidade. Nesse caso específico, temos as águas internacionais, que, como não pertencem a um país, tornam-se territórios marinhos sem lei.

Se avaliarmos como um todo, podemos perceber que a sociedade civil participou mais ativamente do evento, através das atividades paralelas, elaborando documentos conclusivos que cobram mais veementemente atitudes por parte dos seus governantes.

Como atores de todo esse processo, é importante que cada um de nós tome a iniciativa de mudar de atitude diante das constantes agressões sofridas ao meio ambiente. Podemos começar pelo lixo residencial, industrial e comercial. Temos que separar os resíduos orgânicos do que pode ser reciclado ou que, pelo menos, não tenha sido contaminado pelo primeiro: todo tipo de papel, metal e plástico, bem como embalagens de tetrapak. O aterro sanitário tem que comportar somente lixo orgânico! A reindustrialização do material reciclável poupa energia elétrica, derrubada de árvores e reduz o consumo de petróleo, ou seja, é a produção limpa e ambientalmente correta, pois compartilha os resultados esperados do desenvolvimento sustentável.

Por outro lado, a Prefeitura da nossa cidade precisa investir na coleta seletiva, desenvolver ações educativas nas escolas e nos bairros, reduzir o fluxo de resíduos para o aterro sanitário e perceber que precisamos de atitudes urgentes no campo da sustentabilidade social.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Edição impressa

Encontre um tema na

Pesquisa

Enquete

Você concorda com o pagamento de bônus aos policiais que contribuírem para a redução da violência como fará o Governo de São Paulo?