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05 de Junho de 2014 - 06:00

Por PAULO GUTTIERREZ Presidente do diretório municipal do PMDB

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Lemos recentemente neste espaço manifestação assinada por dirigentes nacionais e locais do PT acerca da Administração Municipal e dos rumos da nossa Juiz de Fora. Utilizando-se de argumentos rasos e por vezes fantasiosos, essas "lideranças" acabaram reforçando características desse partido que muito explicam a situação que vivemos hoje no país.

O texto é, ao mesmo tempo, revelador e preocupante. Revelador porque traz à luz as incoerências do partido que tem a responsabilidade de conduzir o Brasil há quase 12 anos. Ao mesmo tempo em que as cúpulas nacional e estadual da legenda procuram repetir nas grandes cidades, como Juiz de Fora, uma aliança eleitoral e pela governabilidade, seus correligionários municipais batem politicamente naqueles eleitos como aliados e, pior, usam armas que atiram no próprio pé do PT.

Afinal, quem prometeu usar os recursos do pré-sal na educação e, em seguida, por pressão política, deixou esses recursos nos grandes centros, como o Rio, fazendo com que a Prefeitura de Juiz de Fora, por exemplo, tivesse que desembolsar mais de R$ 20 milhões do dinheiro do contribuinte para cumprir a Lei do Piso? Quem equipou várias organizações e instâncias do poder com o objetivo único de sustentar hostes partidárias e clientelistas? Nos últimos anos, sobretudo nos últimos meses, a população de Juiz de Fora e do Brasil está vendo diariamente no noticiário o resultado dessa política, inclusive naquela que já foi um dos maiores orgulhos nacionais, caso da Petrobras.

É preocupante constatar que, após todo esse período, o PT não aprendeu a fazer política de forma colaborativa e pelo bem de todos. É alarmante que, às vésperas de mais uma eleição geral, seus filiados e pretensos dirigentes prefiram atacar os outros em vez de olhar no espelho e corrigir aquilo que a população vem condenando cada dia mais. A sociedade brasileira, e sobretudo a juiz-forana, já se cansou desse tipo de atuação política. Vivemos em um processo de reconstrução. Só o PT não vê. Ou não quer ver. Ao contrário, quer impor conceitos que já não pratica. Critica o que já faz há muito tempo. Brada por uma realidade que não se sustenta na prática. É como um quadro na parede... Pendurado, quase caindo.

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