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17 de Março de 2013 - 07:00

Por GUSTAVO ALVES RATTES

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O tempo passa, e, de fato, o passado deixa saudades, principalmente para quem mora em Juiz de Fora. Morar no Centro antes era sinal de status, hoje, é abrir mão da qualidade de vida, conviver com trânsito intenso e ver mais perto um pouco da violência que assola nossa Manchester Mineira. A saída é escapulir para os condomínios urbanos e rurais e, ainda sim, adotar algumas medidas protetivas que evitem surpresas desagradáveis.

Os homicídios também crescem meteoricamente, duplicando seus números e acompanhando cada vez mais o envolvimento das pessoas com as drogas e as gangues dos bairros, fora os crimes passionais e aqueles que, infelizmente, exterminam pessoas inocentes, vítimas de assaltos e do comportamento selvagem do bicho homem.

Quando achamos que a dengue se encontrava controlada em nossa cidade, entramos em 2013 com o risco de uma nova epidemia. Neste caso, o Poder Público fez o que podia, mas o cidadão, mais uma vez, adotou um comportamento perverso e burro: deixa água parada nos lugares que facilitam a proliferação do mosquito da dengue. Até quando alimentaremos tanta ignorância e irresponsabilidade?

Antes, era fácil embarcar em um táxi no Centro da cidade ou mesmo nos bairros. Hoje, esta situação se transformou em uma verdadeira via crucis. Nos horários de maior movimento, é mais fácil sair da Rua Halfeld e ir ao Rio de Janeiro do que para algum bairro da Cidade Alta. Novos táxis surgiram, e nada foi resolvido! O que o Poder Público está esperando para solucionar o problema? Pior de tudo é deixar o carro em casa para não desrespeitar a Lei Seca e não conseguir achar um táxi para voltar para casa e muito menos, ainda, poder contar com um transporte público de qualidade que frequentemente vem sendo assaltado e apedrejado.

Em nossa cidade, o Executivo vive brigando com os professores municipais: salário digno para quê? Lei do Piso? Atividade extraclasse? Motivar nossos professores para que eles incentivem as crianças a estudarem? Melhor mantê-los na ignorância para sobrevivermos no poder, esta é a filosofia da classe política brasileira, que não é muito diferente da nossa Manchester Mineira. Aumentos e benefícios? Somente para a nossa Câmara Municipal, que precisa de espaço e de mais pessoal, e isto sem concurso público. Estes sim, quando se sentem apertados, tratam de resolver seus problemas o mais rápido possível. Será que conseguirão construir uma nova Câmara para abrigar tantos privilégios? Antes, caros edis, desafio os senhores a realizarem uma consulta popular, pois não se esqueçam que nós, o povo, é que pagamos seus subsídios.

A malha aérea de Juiz de Fora continua vergonhosamente na contramão. Voos para o Rio de Janeiro agora não tem mais. Nossa única opção: São Paulo; nunca achamos tarifas promocionais, e os horários existentes nos impedem de realizar uma conexão em outras cidades ainda pela manhã.

A única coisa que não mudou foi o Tupi... Este continua o mesmo!

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