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22 de Abril de 2014 - 06:00

Por JOSÉ ELOY DOS SANTOS CARDOSO - ECONOMISTA, PROFESSOR DA PUC-MINAS E JORNALISTA

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A transferência total dos voos da Azul Linhas Aéreas do Aeroporto Antônio Álvares da Silva, o Serrinha, para o Aeroporto Itamar Franco já era esperada. Reclamações de usuários que compraram passagem e o avião não chegou, aterrissagens que não puderam acontecer por motivos de segurança e outras coisas mais. Em vários artigos publicados nos jornais de Juiz de Fora e de Belo Horizonte, relatamos com pormenores a falta de segurança do aeroporto juiz-forano. No último domingo de março, um ATR72 da Azul teve que arremeter já prestes a aterrissar e, após o susto dos passageiros e tripulantes, foi pousar tranquilamente no aeroporto de Goianá. Era a pá de cal que estava faltando.

O aeroporto conhecido por Serrinha pertence à Prefeitura, e é ela a única responsável por investimentos em segurança que estão faltando naquele campo de pouso. Desde os tempos do prefeito Carlos Alberto Bejani, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já vinha alertando para a falta de segurança daquele aeroporto, inclusive, com ameaças de interdição. No tempo em que o local era administrado pela Infraero, o superintendente Maurício me mostrou os relatórios da Anac relativos ao problema, que foram enviados à Prefeitura de Juiz de Fora.

O que ninguém desconhece é que o Serrinha tem que ficar fechado algumas vezes por ano por motivos de chuva ou nevoeiro, prejudicando todos os possíveis usuários. Já passou o tempo de a Câmara de Vereadores tomar as providências cabíveis. No mês de março último, as comemorações anuais chamadas "Profissionais do ano", realizadas pela TV Globo, seriam em Juiz de Fora, celebrando os 50 anos da TV Integração. Por falta de um aeroporto, a festa foi transferida para Belo Horizonte. Isso é só um dos exemplos. Outro caso conhecido foi o da cantora Ivete Sangalo, que realizou na cidade um show, e o piloto de seu jatinho particular se recusou, por motivo de segurança, a pousar no Serrinha, preferindo fazer um tranquilo pouso em Goianá. Enquanto não forem feitos ali os necessários investimentos em segurança, essa novela não vai terminar. Nem mesmo uma Passaredo Linhas Aéreas será capaz de colocar um final neste capítulo.

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