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15 de Março de 2014 - 06:00

Por EQUIPE IGREJA EM MARCHA - GRUPO DE LEIGOS CATÓLICOS

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O Papa Francisco completou no último dia 13 o primeiro aniversário de seu pontificado. O teólogo brasileiro Leonardo Boff destacou que "Francisco tem um projeto de Igreja e de mundo" e que ele está fazendo "uma revolução de humanidade, a revolução do papado". E ainda: "Francisco é mais do que um nome, é um projeto de Igreja e de mundo: uma Igreja pobre, sem aparato de poder, uma Igreja do encontro, da misericórdia, uma Igreja que faz a revolução da ternura".

O jornalista e correspondente no Brasil do jornal espanhol "El País", Juan Arias, escreveu que "a característica que possivelmente mais impressiona no Papa Francisco é que ele quis parecer, desde o primeiro momento do seu pontificado, alguém como nós. 'Sou uma pessoa normal', afirmou dias atrás. Foi assim quando, ao sair pela primeira vez à sacada da basílica de São Pedro, pediu aos fiéis que o benzessem. Antes dele, eram os papas que benziam os cristãos, ajoelhados aos seus pés. Tão normal é Francisco que é o primeiro Papa que concede entrevistas".

Arias destaca ainda que "Francisco passou por cima de séculos de teologia clássica contaminada pelas filosofias gregas e tornou a beber na fonte original dos primeiros ensinamentos do profeta judeu, Jesus de Nazaré. Ensinamentos a mil anos-luz do árido direito canônico e das teologias à caça de hereges. Era a teologia da 'felicidade', à qual Paulo oporia a da 'cruz e do sacrifício'".

O teólogo Faustino Teixeira, doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma), pesquisador e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em entrevista ao jornal "Hoje em dia", destacou que a mudança mais significativa ocorreu "no estilo de sua atuação, assumindo um papel novidadeiro de pastor". O que mais impressiona em seu trabalho pastoral é o exercício de acolhida, de escuta, de ampliação dos canais de conversação e de mudança radical no trabalho evangelizador. É todo um projeto que está em curso, no sentido de retomada da perspectiva evangélica original, de cuidado e atenção para com os pobres, na linha do seguimento de Jesus. O que está em jogo não é a ampliação quantitativa dos quadros católicos, mas a afirmação de um novo modo de ser Igreja, em que a centralidade está no testemunho de vida, mais do que na dinâmica disciplinadora da vida eclesial.

"O Papa tem uma liderança que aponta para novos valores, que estão na linha da compreensão, da mútua aceitação das diferenças, do diálogo e da misericórdia como valores centrais da tradição de Jesus", disse Leonardo Boff. Que nosso pontífice continue entre nós com seu trabalho por muitos e muitos anos.

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