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13 de Junho de 2014 - 06:00

Por JOSÉ ELOY DOS S. CARDOSO Economista, professor da PUC-Minas e jornalista

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A Prefeitura de Juiz de Fora não dorme no ponto. Sabedora de todos os problemas que existem em seu aeroporto, que vêm sendo apontados pela Anac desde os anos 1980, está preparando, através da Secretaria Municipal de Planejamento, um projeto de reformulação de seu antigo aeródromo que irá ser apresentado à Secretaria Nacional de Aviação Civil, indispensável para obter os recursos necessários para ali serem investidos. O Governo federal possui dinheiro para ser empregado em aeroportos do interior. Contudo, exige sempre que os municípios apresentem um completo projeto no qual fiquem demonstradas as viabilidades técnica e financeira daquilo que se pretende realizar. Só depois de aprovado, os recursos necessários serão liberados.

Em qualquer projeto que objetiva obter dinheiro a fundo perdido ou não do Governo federal é exigida também a participação de recursos próprios, que varia entre 10% ou 20% dos investimentos totais. Sem isso, recurso nenhum será conseguido. Como o Serrinha já possui, por exemplo, uma pista de pouso já pronta e um aparelho de raios X para exame de bagagens a serem embarcadas, os custos estimados desses investimentos em valores atuais poderiam entrar como participação já realizada nos investimentos do projeto. Como item também importante, poderia constar a aquisição do aparelho Instrument Landing System (ILS), que, no caso da localização de Juiz de Fora, que enfrenta várias vezes ao ano condições climáticas desfavoráveis para operações aéreas, viria a ajudar muito operações seguras de seu aeroporto.

Depois, e também no projeto, poderíamos acrescentar a aquisição de um caminhão importado de combate a incêndios igual aos existentes nos aeroportos de Montes Claros, Goianá e outros. Completando os investimentos pretendidos, poderiam também constar a construção de novas estações de embarque e desembarque de passageiros compatíveis com a importância de uma cidade de porte médio que é Juiz de Fora, também conhecida como capital da Zona da Mata.

A gestão atual do prefeito Bruno Siqueira e a participação de empresários e autoridades para trazer novos voos para Juiz de Fora são sempre importantes. Contudo, quando outras empresas responsáveis vão examinar as condições de segurança e conforto do aeroporto local, ficam sempre com um pé atrás. Com os investimentos que estão sendo projetados pela Secretaria de Desenvolvimento da Prefeitura local, qualquer empresa gostaria de trabalhar na metrópole da Zona da Mata. Antes que aconteçam essas indispensáveis melhorias, tudo fica muito difícil.

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