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24 de Abril de 2014 - 06:00

Por SAGRADO LAMIR DAVID Médico e escritor

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Só não entende quem não quer... Nosso inteligente escritor português João Pereira Coutinho, que escreve de lá, Portugal, para cá, Brasil, cronista da "Folha de S. Paulo", às terças-feiras, surpreendeu-me com seu texto sobre a lei antiterrorista, que impediria a democrática manifestação - mesmo que violenta! - para defender estados de direito, desde que não vitimasse pessoas inocentes! Ora bolas, como diria um pacifista português, não seria melhor que ele se baseasse em Jacques Lacan, francês libertário, da melhor cepa, e concluísse, como ele, que "o diálogo parece constituir em si mesmo uma renúncia à agressividade"?!

Em minha opinião, quando um não quer dois não brigam! É por isso mesmo que os sírios continuam se matando, e Israel e a Palestina não entram numa paz definitiva. Nem Putin deixa de ser Stálin, nem Obama e a UE deixam de temer o futuro mundial do dólar e do euro, perante a criação de nova moeda tutelada pela tentativa da Rússia de criar uma "Wall Street vermelha", que, aliás, a China comuno-capitalista já impõe ao mundo... Bem fazem os States, onde nasceu o capitalismo selvagem, em pesquisarem a química fisiopatológica do pior dos vícios: o "money addiction"! Já contando, entre cobaias espontâneas, numerosos "money addicts", infelizes e tristes viciados no dinheiro, pelas consequências de seu patológico "amor" ao vil metal!

Já está na hora de o setor privado participar e cobrar do setor público aquilo que as demagógicas PPPs, criadas pelo atual Governo, não têm feito: abrir espaço para que novos e corajosos mecenas apareçam nesse país de meros interesses "públicos" e "privados", de fato, nada mais do que a instalação de prejudiciais e criminosos lobismos entre aquilo que os políticos e empresários corruptos têm "administrado" contra os sofridos cidadãos desse torrão que ainda homenageia o também sofrido e esquartejado Tiradentes! Notícias recentes, que li no "New York Times", mostram que novos seguidores dos nobres empresários Ford e Rockefeller, padrões democráticos do uso patriótico e social do dinheiro, começam a reaparecer no cenário de Wall Street, procurando livre passagem pelos hoje emperrados caminhos burocráticos que ainda separam os governos, os empresários e os cidadãos brasileiros: por que não se dirigirem às novas passeatas, pacíficas e cultas, a cobrarem o mesmo dos poderes públicos e privados desta nação ainda em crescimento? A Copa do Mundo e as eleições estão aí!

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