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09 de Maio de 2014 - 06:00

Revitalização da Praça da Estação vem sendo discutida há décadas, mas projetos não saem do papel

Por Tribuna

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A Praça da Estação é um enigma. Palco histórico de memoráveis campanhas eleitorais - a maior delas foi o comício das diretas -, tornou-se um mero ponto de passagem, marcado pela insegurança e por virar espaço para uso de drogas e álcool. Tombado pelo patrimônio histórico, o local e seu entorno se transformaram, também, em ponto de encontro de gangues, que vira e mexe promovem seus embates, deixando a população assustada. Em fevereiro, uma mulher foi vítima de bala perdida na Rua João Pessoa de Rezende. Um mês antes, um homem foi ferido por um golpe de faca em plena praça.

Desde 2000 - para falar de ações mais recentes -, os governos municipais anunciam projetos de revitalização. O primeiro deles previa um espaço gourmet distribuído pela praça e até o uso de um vagão de trem para um restaurante sofisticado. Não deu em nada. Mais tarde, a conversa voltou para o mesmo ponto, envolvendo todo o entorno, num projeto que chegaria à Praça Antônio Carlos, hoje interligada pela Rua Paulo de Frontin.

De acordo com o superintendente da Funalfa, Toninho Dutra, os antigos projetos não foram aprovados pelo Instituto Histórico Nacional, já que houve várias ressalvas feitas pelo Compac e também pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais. O ex-secretário de Administração na gestão Custódio Mattos, Vítor Valverde (veja carta ao lado), questiona a versão. Seria bom que essas observações fossem divulgadas ao público, para uma mínima compreensão do que está ocorrendo. Ante a não publicidade, o cidadão comum se sente no direito de protestar, já que, a despeito de várias versões, nada sai do lugar. Os mesmos órgãos que embargam, certamente, apresentam soluções. Ficar como está não faz sentido.

Na edição de ontem, a Tribuna apresentou relato de empresários instalados na praça, que, por conta própria, revitalizam seus próprios negócios, mas há também aqueles que, mesmo tendo meios por serem conglomerados com associados, esperam ajuda, que poderia ser resolvida se cada um fizesse uma pequena contribuição.

A parte baixa da cidade, especialmente a Praça da Estação, tem uma riqueza arquitetônica ímpar, que precisa ser recuperada, mesmo que continue sendo, como é sua vocação, um ponto de passagem, mas em condições suficientes de ser um cartão-postal e que atraia outras comunidades. A praça é nossa, mas não desse jeito.

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