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16 de Julho de 2014 - 08:32

Juiz de Fora continua com excessivo número de candidatos; a maioria, sem chance de vencer

Por Tribuna

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Terminado o prazo de inscrição, a Justiça Eleitoral, dependendo ainda de recursos, acolheu 43 candidaturas pelo colégio eleitoral de Juiz de Fora. A cidade, em relação ao pleito de 2010, ampliou a sua lista de pretendentes, caminhando, pois, pela contramão dos fatos. Não é de hoje que se prega o lançamento de menos nomes, a fim de facilitar a eleição, mas esse discurso não encontra eco sequer entre os partidos, interessados na fórmula do quanto mais melhor.

O pleito deste ano, embora não seja novidade, também apresenta um número considerável de legendas, boa parte delas sem uma linha programática definida, sendo fruto apenas do jogo político que toma conta dos diretórios no período eleitoral. Muitos desses partidos ficam adormecidos, sendo ressuscitados de acordo com as conveniências de suas lideranças. A reforma política, que poderia adotar a cláusula de barreira, não sai do papel.

Quanto ao número de candidatos, não dá para fazer restrições legais, uma vez que todo cidadão de posse de seus direitos políticos pode votar e ser votado. Mas a discussão, se houvesse mesmo interesse coletivo, poderia ser efetivada nos diretórios, instâncias habilitadas a fazer a seleção. Mas aí a conversa é outra. De olho no quórum para conseguir o coeficiente eleitoral, lançam candidatos mesmo sabendo que parte deles vai para o sacrifício sem a mínima condição de vencer.

Estes, por sua vez, aceitam, também conscientes de que vão para o jogo apenas para fazer número. Mas há sempre o prêmio por ter ido para a batalha, como algum cargo na estrutura do candidato vencedor. Quanto ao interesse coletivo, esse é coisa para depois.

 

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