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02 de Abril de 2014 - 06:00

Verão terminou com o nível de chuvas abaixo do esperado; relatório da ONU traça um futuro ambiental sombrio

Por Tribuna

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Um relatório elaborado pela Organização das Nações Unidas apontou para um futuro climático sombrio, com chuvas em excesso em algumas regiões e falta de água em outras. O aquecimento da temperatura é também questão marcante no documento. Todas essas mudanças são resultado da própria ação humana, com poluição crescente em todos os quadrantes. A surpresa foi o silêncio dos países que, a despeito dos danos que podem afetar a própria governabilidade, não comentaram e nem apontaram soluções. As emissões de CO2 continuam aumentando em escala global, sobretudo em função da intesificação da frota de veículos com a consequente queima de combustível.

O relatório não é apenas um texto de futurologia. O Brasil fechou o verão com temperaturas acima do normal e com volume de chuvas bem abaixo das necessidades. São Paulo, a maior metrópole do país, tenta resistir ao racionamento e já chegou até mesmo a falar em uso de águas federais, criando uma pendência com o vizinho Rio de Janeiro por causa do Rio Paraíba do Sul. Enquanto chove em demasia no Norte, com populações inteiras ilhadas pelo Rio Madeira, no Cone Sul o drama é a escassez. Até o pródigo Sudeste, tendo Minas como sua caixa d'água, tem problemas.

O ponto central, no entanto, não se resume ao silêncio das autoridades, mas também à inação coletiva. O desperdício continua sendo a tônica, mesmo com campanhas de uso adequado da água. Bastou a situação dos reservatórios melhorar para se ver, em Juiz de Fora, gente lavando rua em vez de varrê-las e carros sendo lavados em pleno ciclo de chuvas. Embora as águas de março tenham ficado aquém do normal, poucos se preocuparam. Poucos tomaram algum tipo de providência.

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