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18 de Dezembro de 2013 - 07:00

Ofensiva contra a Aids ganha novas armas, mas ainda carece de campanhas de conscientização e de políticas públicas mais eficientes

Por Tribuna

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O Brasil dá um passo importante na luta contra a Aids ao oferecer medicamento antirretroviral para todos os adultos infectados com o HIV, independentemente do estágio da doença. O novo protocolo, anunciado pelo Ministério da Saúde no Dia Mundial de Combate à Aids, 1º de dezembro, é comemorado por especialistas, pois amplia a prevenção e o diagnóstico precoce da doença já em 2014. Até então, para receber a medicação gratuita, o paciente precisava apresentar sinais de vulnerabilidade imunológica em exames.

Estatísticas apontam que pelo menos 150 mil de 700 mil infectados por HIV no país desconhecem o fato de serem portadores do vírus. A antecipação do tratamento, de acordo com o ministério, diminui em 96% o risco de transmissão. Com a nova política do SUS, cerca de cem mil pessoas devem engrossar a lista dos mais de 300 mil que hoje recebem o coquetel de antirretrovirais.

Além da expansão na utilização de antirretrovirais, o Governo vai investir em um estudo inédito com medicamentos para pacientes não infectados, mas com alto risco de contrair o vírus. Outro importante aliado foi anunciado neste fim de ano: a oferta, nas farmácias, de um teste caseiro que vai detectar a presença do vírus por meio da saliva, disponível a partir de fevereiro por R$ 8.

Tais medidas deixam o Brasil mais próximo do controle da epidemia de Aids, mas ainda longe da retração da doença, como vem ocorrendo em muitos países. A Aids preocupa, pois avança sobretudo entre jovens e gays brasileiros. Por isso, a ofensiva não pode se limitar à prevenção. Ela passa necessariamente pela adoção de uma política de redução do preconceito, maior barreira para o diagnóstico precoce, e pela conscientização de toda a população. Faltam políticas de afirmação, assim como campanhas focadas principalmente nos segmentos mais vulneráveis.

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