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13 de Junho de 2014 - 06:00

Novo reitor tem o desafio de manter em alta os investimentos obtidos pela atual gestão, mas também estabelecer a sua marca à frente da UFJF

Por Tribuna

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A gestão do professor Henrique Duque foi marcada por fortes investimentos, sobretudo na área de infraestrutura, mas tem prazo para terminar. Como já cumpriu dois mandatos, ele passa o reitorado da Universidade Federal de Juiz de Fora para o professor Júlio Chebli, por sinal, indicado pelo atual dirigente, que também nas urnas mostrou força. Embora fossem três os candidatos, o pleito se resolveu no primeiro turno, com a conquista de 59% dos votos, nos quais eram eleitores estudantes, funcionários e professores. O próximo reitor tem, pois, o desafio de manter os projetos em curso e buscar outros, inclusive além do campus.

Construída no início dos anos 1960, a Universidade Federal de Juiz de Fora, além de ser uma referência acadêmica, também se tornou importante para a comunidade não só pelos projetos que desenvolve com a vizinhança mas também por ser fundamental na mobilidade urbana. Hoje, embora haja outras opções, tornou-se o principal corredor na ligação entre a Zona Sul e a Cidade Alta. Os demais caminhos não atraem os usuários que não desanimam a despeito das retenções nos momentos de pico.

O professor Henrique, em parceria com a Prefeitura, já tem ações nesse setor, cuja meta é tirar o trânsito do campus e desviá-lo para uma via própria, capaz de absorver a demanda ascendente de veículos da região. O projeto estaria em curso sendo a obtenção de recursos a parte mais crítica. Mas este é o tipo de obra que não pode sofrer adiamentos. Não está em jogo apenas o fluxo de carros, mas também a segurança dos usuários da universidade, que chegam perto dos 20 mil, se somados funcionários, professores e alunos. Todos ficam reféns da própria sorte no momento de atravessar, até mesmo nos traffic calmings. Nem todos os motoristas entendem ser a prioridade do pedestre.

O professor Júlio Chebli, embora voltado para o campo da pesquisa, já mostrou, na fase de debates, que conhece os problemas. A UFJF, certamente, terá novas ações, como foi anunciado durante o ciclo de campanha. E que elas venham, pois é este o sentido da mudança, mesmo dentro do próprio grupo.

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