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03 de Junho de 2014 - 06:00

Zona da Mata precisa apresentar formalmente seus pleitos aos políticos, sob o risco de ficar, de novo, em segundo plano

Por Tribuna

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Num cenário - por enquanto - polarizado entre tucanos e petistas, indicando que um deles será governador de Minas nos próximos quatro anos, é vital que a região se apresente, a fim de apontar demandas, que não são poucas, ora estancadas pelo processo pré-eleitoral. Ouvidos pela Tribuna em dois domingos consecutivos, os candidatos Fernando Pimentel (PT) e Pimenta da Veiga (PSDB) apresentaram poucos dados sobre a Zona da Mata, embora ressaltassem alguns pontos, como a questão da segurança e da educação. Há, no entanto, uma lista bem maior do que a que está na posse dos pretendentes à vaga de Alberto Pinto Coelho.

Em mais de uma ocasião, foram feitos seminários apontando pontos estratégicos da Zona da Mata. É hora, pois, de apresentá-los a Pimentel e Pimenta, e ao próprio deputado Júlio Delgado - que pode receber a bênção do PSB e ser candidato -, a fim de avaliarem o que é possível fazer. Hoje, os discursos são vazios de conteúdo não por omissão dos candidatos mas por falta de alguém que coloque tais documentos em suas mãos.

Juiz de Fora, entre as cinco maiores cidades de Minas, tem vários pleitos, mas ela pode, e deve, falar pela região, como cidade-polo. Seus líderes precisam considerar que não basta abarrotar a mesa dos candidatos com pedidos locais, quando a região deve crescer como um todo. Não é estratégico uma Juiz de Fora rica e um entorno pobre, pois, desta forma, os problemas estariam sendo perenizados.

É necessário carrear recursos para os demais municípios, para diminuírem sua dependência da cidade-polo. Hoje, demandas de saúde e educação são resolvidas, na maioria das vezes, em Juiz de Fora, comprometendo ainda mais o seu sistema. Se esses municípios também tivessem uma estrutura eficaz, certamente haveria menos problemas e demandariam menos da metrópole, fazendo dela apenas um ponto de consumo, como ora ocorre com megalópoles como Rio e São Paulo, que têm poucas indústrias, mas são sustentadas pelo consumo do entorno rico.

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