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22 de Abril de 2014 - 06:00

Evasão de armamento que deveria ter sido destruído é algo grave, que precisa ser elucidado

Por Tribuna

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Embora o inquérito militar ainda esteja em andamento e não haja evidências de quantas armas foram desviadas dos depósitos do Exército, é necessário acelerar a discussão sobre o problema levantado pela Tribuna na edição de domingo, quando apontou o uso de tais armamentos em outras cidades. O material, que deveria ter sido destruído, foi encontrado no Rio de Janeiro e em Ipatinga. As primeiras avaliações apontam para suspeitos ao curso do cumprimento do período de dez meses na Força e não indicam outros envolvidos. Pelo menos por enquanto.

Mas há duas questões que precisam ser respondidas com uma certa urgência: quantas armas, de fato, foram desviadas e como isso aconteceu. Como fiel depositário de tais equipamentos, a fim de que fossem destruídos, o 4º Depósito de Suprimento já teria mudado os procedimentos, mas o que ficou para trás deve ser elucidado, uma vez que, mesmo não havendo números e nem evidências de uso na cidade, é estranho que, de uns anos para cá, Juiz de Fora tenha se tornado uma cidade armada. Qualquer entrevero - de grande ou pequeno porte - está sendo resolvido à base da bala. Adolescentes, alguns ainda distantes dos 18 anos, são encontrados pela polícia portando tais artefatos.

A coincidência não para aí. A partir desse novo cenário, a curva de crimes contra a vida aumentou geograficamente. De um ano para o outro, a cidade passou a fechar suas estatísticas com mais de cem homicídios, como foi possível verificar em 2013. Este ano, com 55 casos em menos de quatro meses completos, a tendência é a mesma.

Seria temerário ligar um fato a outro, mas nada impede de se especular sobre as coincidências, cabendo ao inquérito indicar quantas e onde estão sendo usadas tais armas.

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