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28 de Dezembro de 2013 - 07:00

Ciclo das águas repete cenas de anos anteriores, reforçando a tese da prevenção como melhor antídoto contra os acidentes

Por Tribuna

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Com uma topografia comprometida por encostas, Juiz de Fora registrou na noite de Natal o primeiro óbito das chuvas. Uma mulher morreu soterrada no Jardim Natal, Zona Norte, após um barranco desabar sobre sua residência. O episódio reforma a necessidade de campanhas sistemáticas em favor da prevenção, nos mesmos moldes, aliás, do que está sendo feito com a dengue. Com uma das maiores bacias hidrográficas do país, Minas Gerais se mantém na frente das ocorrências. O Espírito Santo paga o preço de estar na vazante de tais rios.

No caso local, é fundamental continuar a política de mapeamento das áreas críticas, a fim de adotar medidas preventivas. O Bairro Santa Tereza levou anos para ter seu problema resolvido. A queda inteira de uma rua só foi solucionada este ano, a despeito dos apelos da comunidade. Locais com as mesmas características devem receber tratamento idêntico, já que não faz sentido se surpreender com a intensidade das águas. Até março, o ciclo é o mesmo. Com a impermeabilização das ruas, em função do asfaltamento, as inundações se acentuam, sobretudo em regiões de pouca vazão e com bueiros comprometidos pela sujeira.

E aí também entra o papel da população. O lixo jogado nas ruas não é apenas um gesto de falta de educação, mas também um atentado à maioria, que acaba sendo vítima. O Rio Paraibuna, quando sobe de nível, mostra a leniência comunitária, sobretudo no descarte de garrafas pet, que descem pelo leito, comprometendo a vazão na Usina de Marmelos. A responsabilidade é, pois, coletiva, cabendo tanto ao Poder Público quanto ao cidadão comum fazer a sua parte.

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