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01 de Fevereiro de 2014 - 07:00

Pelas redes sociais, consumidor está sendo chamado a participar no enfrentamento aos preços altos

Por Tribuna

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Com o advento das redes sociais, as mobilizações - antes um problema para os organizadores - tornaram-se bem mais fáceis, sobretudo se a causa é boa. Nos últimos anos, o país tem assistido a eventos de ruas de toda sorte, não apenas contra as mazelas (e muitas) da política, mas também por outras demandas. Para ontem, na região do Alto dos Passos, estava previsto um movimento inédito, desta vez protestando contra os preços da cerveja comercializada nos bares. A meta era o uso de isopor, com cada um levando sua bebida.

O problema, no entanto, não reside apenas na cerveja ou nas outras bebidas. Na semana passada, a Tribuna mostrou o preço dos aluguéis no Centro, em Juiz de Fora, que resulta em migrações de boa parte do comércio e dos serviços para outras regiões. Há um misto de inflação e de falta de senso, cujo resultado prejudica a própria economia do município e, diretamente, os consumidores e usuários.

No caso dos bares, alguns componentes passam ao largo da opinião pública, mas que deveriam ser mostrados, sobretudo pelos próprios comerciantes, como a pressão dos grandes grupos de fornecedores. De fato, os preços praticados no atacado são distantes dos vendidos, mas o "by pass" comerciante-atacadista, no qual se tenta ir direto aos centros de distribuição, tem seus custos. O empresário é pressionado pelas corporações sob o risco de perder benefícios. Daí, cedem os anéis para não ficar sem os dedos.

O consumidor, no entanto, não tem nada com isso e ganhou o direito de protestar. Por conta disso, é estratégico o papel dos órgãos de controle, para verificar onde se situa a matriz do problema.

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