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25 de Maio de 2014 - 06:00

Empréstimo de doleiro a senador mostra a relação pouco republicada que ocorre nos bastidores da política

Por Tribuna

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O doleiro Alberto Youssef, preso na "Operação lava jato", da Polícia Federal, é mais uma bala perdida no mesclado noticiário político-policial. Desta vez, a vítima foi o senador Fernando Collor de Mello, que deverá explicar oito depósitos em sua conta no valor total de R$ 50 mil. A informação está num relatório da Justiça Federal no Paraná enviado ao Supremo Tribunal Federal. O senador evitou a imprensa e não se manifestou. Haverá outros?

Embora para os padrões financeiros do ex-presidente seja um depósito baixo, vale o gesto, que ele deve explicar no devido tempo. É mais um político na agenda do doleiro, cuja prisão tem provocado estragos e insônia nos bastidores de Brasília. Trata-se, pelas evidências, de mais um daqueles casos em que os interesses privados se misturam com o interesse público, caracterizando o patrimonialismo que perpassa a História do país.

Na maioria das vezes, recursos por baixo dos panos são próprios para financiar campanhas políticas, a despeito das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. Em defesa de suas demandas, diversos setores financiam candidaturas, que, por sua vez, recorrem ao caixa dois para sustentarem os custos cada vez mais altos de campanha. Essa ciranda, a despeito do possível fim do financiamento por empresas, ainda renderá muitos capítulos.

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