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28 de Maio de 2014 - 06:00

Protestar contra os custos da Copa é democrático, mas atos de violência não têm espaço

Por Tribuna

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No primeiro teste de segurança da Seleção Brasileira, ainda no Rio de Janeiro, o esquema falhou. Pelo menos uma centena de manifestantes aproximou-se do ônibus da delegação, colocou adesivos no veículo e protestou pelos baixos salários dos professores. Sem se esquecer, além disso, do slogan "não vai ter Copa". A segunda parte é discutível, uma vez que o evento já está em curso, e jogar contra é um contrassenso. É certo que a causa é justa, mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

O Governo toma precauções contra paralisações em setores estratégicos, como a segurança, mas sabia, desde o ano passado, que os manifestantes voltariam às ruas. A dúvida é avaliar em que dimensão, pois os primeiros estágios, a despeito de testarem com sucesso a segurança do time de Felipão, apontaram para uma baixa adesão. O país está em clima de futebol, e até mesmo os que são contra, por justamente criticarem o custo dos estádios, deverão assistir aos jogos.

A questão não é discutir se há ufanismo dos que criticam a greve ou oportunismo de quem se manifesta, mas é necessário considerar que mais se perde do que se ganha com atos de protestos num momento em que o mundo volta seus olhos para o país. É possível mostrar a vitalidade da democracia brasileira, aceitando os protestos, mas, ao mesmo tempo, garantindo a segurança dos visitantes e dos nativos dispostos a acompanhar a festa. O tempo, pois, é de conciliar os interesses. Mas com vandalismo, não.

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